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26/09/2017 - 04h27

Equipes iniciam operação para resgate de contêineres que afundaram em Santos

Fonte: G1 Santos
 
Acidente derrubou 46 caixas metálicas no mar. Parte da carga chegou a ser saqueada.

 
Equipes iniciaram nesta segunda-feira (25) a operação de retirada de contêineres que afundaram no mar após caírem do navio Log in Pantanal na barra de Santos, no litoral de São Paulo, após quase dois meses. Mergulhadores e uma balsa com um guindaste estão posicionados onde parte das caixas estão submersas.
 
Na madrugada de sexta-feira, 46 contêineres foram lançados ao mar, depois que o navio foi atingido por ondas de até 4,5 metros. A embarcação aguardava para realizar manobra de entrada no Porto de Santos. Mercadorias, que ficaram espalhadas pela região costeira, foram saqueadas após o ocorrido.
 
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) acompanha o início das operações, prevista inicialmente para te começado no domingo (24). Uma balsa com um guindaste de grande porte foi deslocada de São Sebastião (SP) para o local. O equipamento vai içar os cofres.
 
Ao todo, 30 contêineres foram mapeados e 12 ainda estão desaparecidos. Segundo a agente federal ambiental, Ana Angélica Alabarce, do grupo de emergências ambientais do órgão, do total dos contêineres submersos, 12 foram localizados por mergulhadores, que vão auxiliar no trabalho de retirada do mar.
 
A água turva prejudica a operação, segundo Ana Angélica, uma vez que os mergulhadores precisam tatear para conseguir chegar até as caixas metálicas, que estão em uma profundidade superior a 10 metros. A expectativa é que ao menos três contêineres sejam reflutuados entre esta segunda e terça-feira (26).
 
"Estamos monitorando para verificar eventual dano. Nossa preocupação é que os contêineres se abram quando forem erguidos e a carga caia no mar", informou a agente ambiental. Uma sala de comando, que vai monitorar toda a operação, deverá ser montada em Santos para as equipes acompanharem os trabalhos.
 
O início do processo de retirada acontece no entorno da área onde o navio estava fundeado na ocasião do acidente. Um outro cargueiro, que estava nas proximidades, precisou ser reposicionado por solicitação das equipes para que a balsa com a estrutura de guindaste pudesse se posicionar.
 
Ainda não há prazo para que a operação termine. "É um trabalho cuidadoso e demorado. Enquanto as equipes começam a retirada, outras continuam a procurar os contêineres que ainda não foram localizados", informou a representante do Ibama. As condições climáticas adversas também podem interromper a ação.
 
O acidente
 
A queda de 46 contêineres ocorreu na madrugada de uma sexta-feira, do navio Log In Pantanal, então no Fundeadouro 3 do Porto de Santos. O mau tempo, segundo a empresa proprietária do navio, contribuiu para o ocorrido, que é alvo de uma investigação da Capitania dos Portos. Ao menos 38 caixas metálicas afundaram.
 
Por segurança, o canal de navegação, que serve de acesso ao cais santista, está sendo monitorado por equipamentos que identificam objetos submersos. Entre sexta e sábado (12), a via navegável teve que ser bloqueada. A Marinha emitiu uma alerta aos navegantes por causa das caixas metálicas no mar.
 
Aparelhos de ar-condicionado, mochilas, material hospitalar, pneus, toalhas e tapetes estão entre as cargas armazenadas nos contêineres que caíram na água e apareceram flutuando na região. Alguns compartimentos se romperam e parte da carga se espalhou entre a barra de Santos e a região costeira das cidades.
 
Ao menos 11 pessoas foram detidas em flagrante por saquearem contêineres que boiavam na barra de Santos, após o ocorrido. Entre os produtos recuperados, estão eletrônicos, eletrodomésticos, pneus de bicicleta e peças de vestuário. As mercadorias foram apreendidas e as pessoas acabaram liberadas na delegacia.
 
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