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27/11/2018 - 02h12
Estimativa de inflação anual cai entre os de renda mais baixa, diz FGV
Fonte: Valor Econômico
A expectativa de inflação dos consumidores brasileiros para os próximos 12 meses recuou 0,1 ponto percentual entre outubro e novembro, para 5,6%, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável pelo levantamento. É o quarto mês consecutivo que o indicador se mantém na faixa entre 5,6% e 5,7%. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve queda de 0,3 ponto percentual.
Em relação às faixas de renda, a expectativa de inflação só não recuou entre as famílias com vencimentos mais altos: entre as que ganham de R$ 4.800,01 a R$ 9.600, a mediana das projeções subiu de 5,2%, em outubro, para 5,5%. Entre as que possuem vencimentos acima dessa faixa, a expectativa permaneceu nos mesmos 5% do mês anterior. Na renda familiar mensal até R$ 2.100, a expectativa caiu de 6,2% para 5,9%, e, nas que ganham entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800, foi de 6,4% para 6,0%.
Na distribuição por faixas percentuais de inflação esperada, a parcela dos consumidores que projetaram valores dentro dos limites de tolerância (3% a 6%) da meta de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano aumentou de 57,1% em outubro para 58,5% em novembro, o maior percentual nos últimos seis meses.
A proporção de consumidores que projetam valores abaixo do limite inferior (3%) subiu 1,3 ponto percentual, ao passar de 6,4% em outubro para 7,7% em novembro. A parcela dos que esperam valores para a inflação acima de 12% diminuiu de 7,7% para 6,1% no mesmo período de comparação, a menor proporção nos últimos seis meses.
"Os consumidores têm mantido projeções bem-comportadas para a inflação, com diferenças cada vez menores em relação às de especialistas de mercado. Parte desse efeito está relacionado com a inflação atual, que está sendo influenciada positivamente pela desaceleração nos preços de itens importantes da cesta de consumo, como os combustíveis e a energia elétrica. A aproximação das previsões de consumidores e especialistas também mostra que o Banco Central tem feito um bom trabalho na ancoragem das expectativas", diz Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da pesquisa, em comentário no relatório.
A expectativa para a inflação nos próximos 12 meses faz parte da Sondagem do Consumidor realizada mensalmente pela FGV com informações de mais de 2,1 mil brasileiros em capitais do país (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Brasília e Recife). Aproximadamente 1,6 mil entrevistados respondem a respeito da expectativa para os preços todos os meses, segundo a fundação.






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