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12/08/2016 - 05h03
Estivadores decidem suspender greve após reunião em Santos, SP
Fonte: G1/Santos
Sindicato apresentou o resultado de uma audiência do TRT e adiou greve. Estivadores tinham planejado fazer paralisação nesta quinta e sexta-feira.


Os estivadores de Santos, no litoral de São Paulo, voltaram atrás e cancelaram a greve prevista para começar às 7h desta quinta-feira (11). A decisão de realizar a greve havia sido tomada em uma reunião realizada na última segunda-feira (8).
Os estivadores se encontraram, na manhã desta segunda-feira no ponto de escalação 3 do Ogmo de Santos. Eles definiram que a greve estaria suspensa após a audiência de instrução e conciliação que aconteceu no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), onde a juíza propôs uma "cláusula da paz" que impõe que os terminais apresentem, em cinco dias, uma resposta por escrito à cada uma das reivindicações dos trabalhadores para a data-base de março.
Paralisações
Os estivadores fizeram uma paralisação de 24h no dia 16 de julho. Segundo eles, os empresários aplicaram 4,5% nos vencimentos dos trabalhadores avulsos e nos salários dos vinculados. Além disso, prometeram pagar outros 4,5% em novembro deste ano. O Sindicato recorreu na Justiça para que os funcionários recebam um reajuste de 11% e não os 9% que foi oferecido. Na última segunda-feira (8), eles definiram que fariam uma nova paralisação na quinta (11) e sexta-feira (12).
Em nota divulgada no início da semana, o Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp) disse que as empresas estranhavam a atitude do Sindicato dos Estivadores de Santos em planejar uma nova greve porque as negociações estão sendo desenvolvidas no TRT-SP e que o movimento grevista é realizado somente em relação às empresas que movimentam contêineres.
O Sopesp disse também que os fatos demonstravam que o movimento não é realizado em relação a reajustes ou à pautas, mas sim com referência à aplicabilidade plena do acórdão que determina os percentuais de estivadores vinculados e avulsos nas operações com contêineres. O sindicato ainda falou que na audiência de 21 de julho no TRT ficou determinada a regularidade dos trabalhos portuários. As empresas de contêineres reiteram que respeitam decisões judiciais e cumprem tudo o que for verdadeiramente acordado.