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11/12/2018 - 03h21

Existir, resistir, unir

Fonte: Agência Sindical
 
 
Durante vários anos e em ondas sucessivas, os trabalhadores brasileiros – e seu movimento sindical – sofreram as consequências da globalização da economia (com a reestruturação do sistema produtivo para atender os rentistas), da pior recessão de nossa história e das agressões desencadeadas pela lei trabalhista celerada.
 
Essa conjugação de poderosos fatores negativos para a organização dos trabalhadores e para sua representação sindical causou estragos incomensuráveis, aumentando o desemprego e a informalidade, derrubando salários, restringindo o acesso à Justiça do Trabalho, diminuindo o número de acordos e Convenções Coletivas e fazendo cair a taxa de sindicalização de uma rede sindical com muito menos recursos financeiros.
 
Tudo isso antes da eleição de Jair Bolsonaro. O novo governo, aplicando na prática o que o candidato propagandeou na campanha eleitoral, agravará ainda mais todos aqueles elementos negativos já existentes e explicitará novos desafios.
 
Frente a esta situação e para o ano que se avizinha, a estratégica prioritária do movimento sindical deve ser a garantia da própria existência ameaçada e o exercício da resistência. Para garantir a existência e exercer a resistência é preciso cultivar com empenho e inteligência a unidade de ação.
 
A principal referência para esta unidade é o reforço do vínculo representativo entre as entidades (sobretudo os Sindicatos) e a base dos trabalhadores, uma tarefa tão necessária quanto difícil.
 
Eis, portanto, o tripé ativo para os tempos novos: unidade, existência e resistência. Cada luta, cada etapa dela e de suas implicações e alianças deve merecer das direções responsáveis a atenção, a iniciativa e a criatividade compatíveis com a nossa experiência e nossa história de dificuldades e de superação.
 
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