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29/10/2013 - 01h53
Falta de mão de obra qualificada afeta 65% das indústrias, diz CNI
Fonte: CNI
A falta de profissionais qualificados afeta mais da metade das indústrias no país, mas esse número mostrou redução entre 2011 e 2013. De acordo com estudo feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e divulgado nesta segunda-feira. Em 2011, 67% das indústrias enfrentavam problemas decorrentes da falta de trabalhador qualificado. Em abril de 2013, esse percentual caiu para 65%.
- Desde o fim de 2010, a indústria não cresce e, ainda assim, os empresários têm dificuldade para encontrar trabalhadores qualificados. À medida que a indústria voltar a crescer, o problema vai se acirrar - avalia o gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI, Renato da Fonseca, responsável pela pesquisa.
A baixa escolaridade dos profissionais e a falta de conteúdos, nos currículos das escolas, voltados ao mercado de trabalho são fatores apontados no estudo como causas da falta de qualificação da mão de obra.
- A preparação para o trabalho é mais complexa do que simplesmente anos de estudo. Na indústria, são necessários conhecimentos específicos, além de habilidades comportamentais e de comunicação que acabam por afetar o desempenho e a produtividade dos trabalhadores - diretor do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Rafael Lucchesi.
A maior dificuldade apontada pelos empresários é encontrar operadores e técnicos para a produção: 90% das empresas entrevistadas disseram ter problemas para encontrar operadores de produção e 80% para trabalhadores de nível técnico.
Com a dificuldade em achar trabalhadores qualificados, são mais penalizadas nas empresas as atividades de busca pela eficiência e redução de desperdícios. 74% dos entrevistados apontam que a falta de mão de obra atinge essas atividades, seguido por garantia de melhoria da qualidade dos produtos fabricados (61%) e expansão da produção (39%).
A capacitação dentro da empresa é a principal forma que as empresas encontram para sanar esse problema. 81% das empresas entrevistadas que dizem ter dificuldades em achar mão de obra qualificada afirmaram que treinam seus funcionários.
Mas mesmo nas empresas que adotam uma política de treinamento dos funcionários, a baixa qualidade da educação básica é um entrave, segundo quase metade (49%) dos entrevistados. Além disso, 43% afirmam que existe pouco interesse dos trabalhadores e 42% dizem que, ao investir em qualificação, a empresa perde o trabalhador para o mercado.
Para o estudo, foram consultadas 1.761 empresas entre 1º e 11 de abril deste ano.