Notícias

14/08/2013 - 02h30

Fator previdenciário: perda salarial média de 40%

Fonte: Diário de Pernambuco
 
Os segurados do INSS estão demorando mais tempo para pedir a aposentadoria. Estudo do Ministério da Previdência Social mostra que o tempo médio de contribuição aumentou 3,2 anos (homem) e 3,5 anos (mulher) entre 1998 e 2012. Uma tentativa de fugir dos efeitos do fator previdenciário, que puxa para baixo o benefício.
 
Mesmo assim, as pessoas se aposentam cedo: 55 anos é a idade média do homem e 52 anos da mulher. Quando vale a pena adiar a saída do mercado de trabalho para evitar perdas no rendimento? A dúvida permeia a cabeça do trabalhador que se aproxima do tempo mínimo de contribuição.
 
Outro componente a ser considerado pelo trabalhador é a idade na hora de pedir a aposentadoria. Se atingir a idade mínima de 65 anos (homem) e de 60 anos (mulher) e completar o tempo de contribuição exigido pelo INSS, diminuem as perdas provocadas pelo fator previdenciário.
 
A pedido do Diário, o advogado Rômulo Saraiva, do blog Espaço da Previdência, fez uma simulação considerando a renda mensal de R$ 1 mil do trabalhador na ativa. No primeiro exemplo, é levando em conta apenas o tempo de contribuição mínimo de 35 anos (homem) e 30 anos (mulher), com idades que variam de 50 anos a 65 anos. O valor do benefício diminui de acordo com o fator previdenciário, cujo o índice muda a cada ano, quando o IBGE estima a nova tabela com a expectativa de vida do brasileiro.
 
No segundo exemplo, o especialista aplica mais 3,2 anos de contribuição para o homem e 3,5 anos para a mulher, considerando o tempo médio de contribuição do INSS. Os cálculos estimam quanto o trabalhador deixa de ganhar por mês, se tiver que adiar a aposentadoria. "Na maioria dos casos, a espera trará prejuízos para o segurado do INSS, porque ele não vai resgatar o que deixou de ganhar adiando a aposentadoria, considerando a renda mensal e o décimo terceiro", explica.
 
A presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP), Jane Berwanger, argumenta que nem sempre a expectativa de contribuir mais tempo resulta em benefício maior. Segundo ela, as pessoas que pretendem ficar entre um ano e dois anos a mais no batente terão impacto menor na renda. Ao aumentar a expectativa de vida, como acontece todos os anos nos cálculos do IBGE, o Fator Previdenciário subtrai ainda mais o benefício. "Recomendo que se aposente por tempo de contribuição para fazer uma poupança e continuar trabalhando."
 
Imprimir Indique Comente

« Voltar

Galeria de
Imagens

Ver todas