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20/12/2018 - 02h01

Federações temem ações da gestão Bolsonaro

Fonte: JB Litoral
 
Plenária avaliou as perspectivas para o trabalho e principalmente para o setor portuário com o novo Presidente


 
Reunidas em Brasília na quarta-feira (12), as três principais federações que atuam nos portos brasileiros, Fenccovib (Tpas), Federação Nacional dos Estivadores (FNE) e Federação Nacional dos Portuários (FNP), discutiram em plenária nacional as possíveis ações do Presidente empossado, Jair Bolsonaro (PSL), que possam prejudicar os trabalhadores a partir de 2019.
 
Os Presidentes Mário Teixeira (Fenccovib), José Adilson da Silva (FNE) e Eduardo Lírio Guterra (FNP) repassaram as suas bases sindicais um manifesto contendo as principais preocupações com o que poderá ser implantado a partir de janeiro.
 
De acordo com os dirigentes, a participação no evento de Técnico do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) enriqueceu os debates e comprovou que as orientações das três federações estavam na linha correta e que agora afloraram, para todos, preocupação e risco aos direitos dos trabalhadores.
 
Entre elas, destacam-se possíveis ações como privatização da Companhia Docas; redução de área de porto organizado, com a implantação de muitos Terminais de Uso Privativos (TUPs); desregulamentação da legislação portuária, possibilitando à livre contratação; trabalho terceirizado; além da extinção do Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO) e do trabalho avulso.
 
Também o fim do Ministério do Trabalho, onde os sindicatos serão colocados sob regime de intervenção policial por ficarem na pasta do Ministério da Justiça/Polícia Federal. Além do aprofundamento da reforma trabalhista e sindical, acabando com a unidade sindical, o que permitirá a criação de mais de um sindicato da mesma categoria no mesmo porto. Também temem a possível redução do custo do trabalho e maiores dificuldades nos processos de negociação coletiva. E alertam, ainda, que existe a reinvindicação de empresários, correligionários e aliados de Bolsonaro, pedindo extinção da Justiça do Trabalho.
 
MECANISMOS DE DEFESA
 
O documento defende que, diante do momento político, é preciso que as bases sindicais estejam atentas a toda e qualquer ação que possa prejudicar o direito dos trabalhadores.
 
Entre os mecanismos de proteção, os dirigentes das federações buscarão a construção de uma nova narrativa para a defesa dos trabalhadores, por meio de outras formas de luta, como a construção de novos canais de comunicação e de relacionamento com os trabalhadores. A criação de uma ampla frente de enfrentamento às mudanças que possam ser prejudiciais a todas as categorias e aprimoramento na forma de planejamento e organização do processo de negociação coletiva, priorizando a negociação conjunta em cada porto.
 
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