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27/09/2021 - 08h41

Ferrovia do Porto de Santos terá R$ 1,8 bilhão para expansão

Fonte: A Tribuna On-line
 
Consórcio assumirá malha ferroviária em 2022, garantiu o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas
 
A Ferrovia Interna do Porto de Santos (FIPS) terá, já no ano que vem, um consórcio de empresas para administrar os 100 quilômetros de trilhos que passam dentro do cais santista e investir R$ 1,8 bilhão na expansão da malha ferroviária, uma necessidade frente ao aumento da chegada de cargas por trens nos próximos anos. A informação é do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, que visitou a Cidade na última sexta-feira (24).
 
A ideia é que o consórcio seja operado pelas três concessionárias que atuam hoje no Porto: Rumo, MRS e VLI, que teriam capacidade financeira para as obras necessárias. Desde 2000, a FIPS é operada pela Portofer Transporte Ferroviário Ltda., cujo contrato vence em 2025. O ministro garantiu, porém, que ele será encerrado antes, em 2022.
 
As obras de expansão preveem novos ramais, uma pera ferroviária (pátio em formato circular que possibilita o transbordo da carga sem a necessidade de desmembramento do trem) na Margem Direita (Santos), um novo retropátio ferroviário na Margem Esquerda (Guarujá), além da eliminação dos cruzamentos em nível e construção de passarelas de pedestres no Porto Organizado
 
Planejamento
 
O planejamento previsto no Plano de Desenvolvimento e Zoneamento (PDZ) do Porto de Santos remete a uma expectativa de aumento de capacidade na movimentação de cargas de mais 80 milhões de toneladas (+49%), com movimentação adicional de 80 milhões de toneladas até 2040. Espera-se que o modal ferroviário passe a atender 77% desse acréscimo (+37 milhões de toneladas), totalizando, até 2040, 86 milhões de toneladas.
 
Hoje, o sistema ferroviário do complexo santista já está perto da saturação. Possui capacidade de, aproximadamente, 50 milhões de toneladas/ano, tendo movimentado em 2020 um total de 48,8 milhões de toneladas. E poderia se tornar um gargalo no curto prazo, sem capacidade de escoar as cargas que chegam, caso não ocorra expansão.
 
Visita
 
Às 9h da última sexta-feira, o ministro chegou em Santos e seguiu para o pátio da MRS, em Paranapiacaba. De lá desceu, fez o caminho de volta de trem, até o Porto de Santos. Desembarcou pouco depois das 15 horas e foi ao Centro de Controle Operacional (CCO) da Portofer, ao lado do terminal de cruzeiros, onde falou com a imprensa.
 
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