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04/10/2013 - 03h11

FNP manifesta apoio à greve dos bancários e dos trabalhadores em Correios

Fonte: FNP



Intransigência dos patrões e do governo federal impede fim das greves dos bancários e dos trabalhadores em Correios.   As categorias reivindicam melhores condições de trabalho, reajuste com ganho real, valorização do piso.   A Federação Nacional dos Portuários (FNP) manifesta apoio e solidariedade à luta dos companheiros e cobra negociação por parte dos banqueiros e da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.
 
A greve dos trabalhadores em Correios já dura 18 dias. Os trabalhadores pedem: aumento real de 15%, reposição da inflação de 7,3%, reposição das perdas salariais de 20%, aumento linear de R$ 200 e redução da jornada dos atendentes para 6 horas.  A categoria é contra a terceirização do plano de saúde e pede mudança no sistema de entrega de correspondência.
 
Sem acordo, o desfecho da greve será decidido pela Justiça. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) vai julgar o dissídio coletivo, a partir das 14h30 da terça-feira (8). A Federação Nacional dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos (Fentect-CUT)) tentou negociar, mas na segunda-feira (30/9), a empresa encaminhou resposta negativa à contraproposta apresentada pelos empregados e afirmou que não poderia oferecer mais que 8% de reajuste salarial. Segundo, a Fentect os trabalhadores em Correios têm hoje o menor salário entre as estatais. O salário inicial do carteiro é R$ 1,004.
 
Já os bancários chegaram hoje ao 15º dia de paralisação. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) mais de 11.156 agências e centros administrativos em todos os estados da federação interromperam as atividade nesta quarta-feira (3).
 
Os bancários reivindicam: reajuste salarial de 11,93% (5% de aumento real além da inflação), PLR de três salários mais R$ 5.553,15, piso salarial de R$ 2.860,21 (salário mínimo do Dieese), auxílios alimentação, refeição, 13ª cesta e auxílio-creche/babá: R$ 678 ao mês para cada (salário mínimo nacional).
 
Os trabalhadores pedem também, melhores condições de trabalho, com o fim das metas abusivas e do assédio moral que adoece os bancários, fim das demissões, mais contratações, aumento da inclusão bancária, combate às terceirizações, além da aplicação da Convenção 158 da OIT, que proíbe as dispensas imotivadas.
 
Segundo a Contraf, o Comando Nacional dos Bancários vai tomar medida para ampliar o movimento e assim forçar os bancos a apresentarem uma nova proposta que contemple as reivindicações dos trabalhadores.
 
Informações:
 
Fentect
 
Contraf
 
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