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27/09/2021 - 08h29

Gargalos de produção e logística globais devem piorar mais

Fonte: Valor Econômico
 
As tensões nas cadeias globais de abastecimento aumentaram nas últimas semanas e tendem a piorar, antes de melhorem, concordam analistas na Europa. A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Economico (OCDE) constata que as encomendas de mercadorias estão aumentando, enquanto os estoques continuam caindo.
 
A expectativa é que o pico da escassez de alguns produtos, como semicondutores, ocorra neste terceiro trimestre. Em julho, o comércio mundial em volume caiu 0,9% comparado a junho, quando tinha registrado alta de 0,7%, segundo levantamento do CPB, centro de pesquisa económica da Holanda.
 
Em nota a clientes, o banco suíço UBS diz esperar que os problemas das cadeias de abastecimento se prolonguem pelo próximo ano, pois levará algum tempo para expandir a infraestrutura logística, contratar e treinar mão-de-obra adicional. O banco nota que mais companhias, sobretudo nas áreas química, de bens de capital e transportes, apontam as cadeias de abastecimento como o risco número um para suas atuais projeções de ganhos neste ano.
 
A pandemia de covid-19 causou um queda abrupta e repentina da demanda. Os confinamentos impediram as pessoas de consumir, e as empresas reduziram bastante a produção. As políticas de estímulo adotadas por diferentes governos permitiram que a demanda fosse logo retomada, mas as empresas não relançaram a produção no mesmo ritmo, até porque vários países com campanhas de vacinação mais modestas ainda enfrentam restrições de mobilidade.
 
Mais recentemente, a variante delta desacelerou atividades de fábricas em países como Japão, Coreia do Sul e Chile. No Vietnã, as exportações de calçados desabaram 40% na metade de agosto, comparadas ao mesmo período do ano passado. Produtores de têxteis, móveis e alimentos também tem sido afetados. Produtores de carros, incluindo Nissan, Toyota, Ford e General Motors, tiveram que cortar produção por causa da falta de chips. Toyota previa redução de 40% na produção em setembro.
 
A retomada da demanda mundial, as perturbações no lado da oferta e a diminuição de estoques provocaram um aumento de preços de matérias-primas e de custos do transporte marítimo no mundo inteiro, em particular na América do Norte e na Europa, aponta a OCDE.
 
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