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03/10/2013 - 01h35

Governo determina mais rigor em fiscalização de portos e empresas

Fonte: G1 / SC



Após o incêndio químico em São Francisco do Sul que durou quase 60 horas, o Governo de Santa Catarina anunciou que deve fiscalizar e monitorar os cinco portos catarinenses e todas as empresas do Estado que trabalham com produtos semelhantes aos que provocaram a reação química e a fumaça tóxica no município. Segundo o governo, a intenção é intensificar a fiscalização que já existia.
 
“Nós vamos agora monitorar todos os armazéns, todos os equipamentos, todas as empresas que trabalham nessa área. Vamos fazer uma fiscalização e estabelecer um programa de acompanhamento bastante rigoroso”, afirma o governador Raimundo Colombo.
 
As causas do incêndio químico estão sendo investigadas pelo Instituto Geral de Perícias (IGP), Polícia Federal, Polícia Militar Ambiental, Corpo de Bombeiros Militar, Secretaria de Meio Ambiente de São Francisco do Sul e Fundação do Meio Ambiente (Fatma) e não há prazo para conclusão dos trabalhos.
 
“A investigação está sendo feita e será muito transparente. Todas as medidas estão sendo tomadas. Conseguimos debelar todo o processo e agora temos condições de estabelecer o retorno de todos para suas casas e retomar a normalidade”, explicou Colombo.
 
Os alunos da rede pública voltaram às aulas nesta segunda (30) e os moradores que estavam em abrigos já retornaram para suas casas. No entanto, as entidades públicas envolvidas no combate ao incêndio químico dão orientações aos moradores como abrir toda a casa para ventilação do ambiente, não ingerir água da caixa que estava destampada, tirar o pó dos móveis e colocá-los em locais arejados e descartar alimentos expostos.
 
Incêndio químico
 
O acidente ocorreu na terça (24) com uma carga de 10 mil toneladas de fertilizante à base de nitrato de amônio. O material sofreu uma reação química em um galpão próximo ao Porto de São Francisco do Sul, provocando uma grande nuvem de fumaça. Pelo menos 157 pessoas foram hospitalizadas após inalarem a fumaça. Um bombeiro continuava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Joinville após ter inalado a fumaça tóxica. Ele respira sem a ajuda de aparelhos, conforme boletim divulgado no domingo (29) pelo hospital. Segundo os bombeiros, cerca de dois milhões de litros de água foram usados no combate ao incêndio, que foi controlado na sexta-feira (27).
 
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