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13/02/2013 - 04h29

Governo não atende portuários e nomeia relator da MP 595

Fonte: AssCom Sindogeesp
 
 
De nada adiantou o "carnaval" antecipado promovido em Brasília pelos trabalhadores portuários de todo o país ao longo da semana passada. Apesar de toda mobilização da categoria e do apoio de alguns parlamentares, que teve como objetivo barrar o avanço da Medida Provisória 595, que regulamenta a atividade marítima, a presidenta Dilma Rousseff bateu o martelo e definiu que o relator será um líder governista. O mais cotado é o senador Eduardo Braga (PMDB-AM).
 
A decisão desagradou os trabalhadores do setor, que ao longo da semana passada invadiram a capital do País em busca de apoio dos parlamentares que formam a comissão mista designada para analisar as 645 emendas apresentadas à MP. No último dia 6, na companhia dos deputados federais da bancada paulista, Márcio França (PSB) e Paulo Pereira (PDT), lideranças sindicais foram recebidas em audiência pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, companheiro de legenda do relator.
 
Durante o encontro, após ouvir os dirigentes, o senador demonstrou preocupação e se comprometeu a interferir em favor dos trabalhadores dos portos, que reivindicaram a indicação do senador Antônio Carlos Valadares (PSB-CE) para relator da MP. Com a possível nomeação de Braga, homem de confiança de Dilma Rousseff, o Governo Federal parece estar mesmo determinado a manter sob seu total controle a votação das 645 emendas e a consequente aprovação da Medida Provisória 595.
 
De acordo com o presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), Everandy Cirino dos Santos, os trabalhadores vão reagir. "Não é possível que a classe trabalhadora continue marginalizada por um governo que ajudou a eleger". Segundo ele, o descontentamento da categoria aumenta a cada medida adotada. "São sucessivas ações que só aumentam o descontentamento da categoria, principalmente dos empregados das companhias docas estatais, com destaque para os da Codesp (Companhia Docas do Estado de São Paulo) que caminham para o terceiro ano consecutivo sem um acordo coletivo de trabalho".
 
Para o presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos, Rodnei Oliveira da Silva, ao nomear um líder de sua base, o Governo chama os trabalhadores portuários para o confronto. "Não dá nem para dizer que houve um endurecimento das negociações pelo simples fato de que elas não existiram em momento algum, e já que não há diálogo a paralisação será a única forma de manifestação dos trabalhadores". Para o sindicalista, a intransigência dos governantes não deixa qualquer alternativa para os portuários.
 
Guilherme do Amaral Távora, presidente do Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras (Sindogeesp) é outro que se mostra inconformado. "Indicar o relator que sugerimos seria no mínimo uma demonstração de boa vontade com os trabalhadores, mas nem isso foi possível e a presidenta já nem faz questão de esconder seu comprometimento com os grandes empresários que estão por trás da MP".
 
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