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12/03/2015 - 05h57

Governo publica nova tabela com reajuste escalonado do IR

Fonte: O Globo

Com a nova correção, que passa a valer a partir do mês de abril, quem ganha até R$ 1.903,98 fica isenta do pagamento

 
A presidente Dilma Rousseff editou nesta quarta-feira a Medida Provisória 670, que reajusta o pagamento do Imposto de Renda de forma escalonada. Com a nova correção, que passa a valer a partir de abril, quem ganha até R$ 1.903,98 fica isento do pagamento. Quem ganha de R$ 1.903,99 a R$ 2.826,65 passa a pagar alíquota de 7,5%; de R$ 2.826,66 a R$ 3.751,05 a alíquota será de 15%; de R$ 3.751,06 a R$ 4.664,68, 22,5%, e quem ganha mais de R$ 4.664,68 pagará a maior alíquota, de 27,5%.
 
A nova tabela foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta e foi fruto de um acordo entre o governo e partidos aliados no Congresso, que prometiam derrubar o veto da presidente ao reajuste geral de 6,5% aprovado pelo Congresso no ano passado. A derrubada do veto presidencial está na pauta de votação da sessão de hoje do Congresso. Embora o governo tenha fechado um acordo com a base, a oposição promete tentar derrubá-lo.
 
Com o acordo, o reajuste foi crescente de acordo com a renda. A renda mais baixa sofreu reajuste de 6,5%, e a mais alta, de 4,5%. Quanto mais alto o reajuste da tabela, menos paga o contribuinte e menos o governo arrecada. Com a nova tabela, a União deve deixar de arrecadar em torno de R$ 6 bilhões.
 
O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse ontem que a correção dos 6,5% para as faixas de menor renda beneficiará 17 milhões.
 
— O importante é que houve uma construção junto com o Congresso, dentro da capacidade fiscal do país, num momento de ajuste. Mas concluímos com um valor suportável. O impacto será acima de R$ 6 bilhões. São 25 milhões de contribuintes beneficiados pela nova tabela. E, em particular, 17 milhões serão beneficiados com a correção dos 6,5%, que são os isentos e estamos aumentando o piso de 6,5%. — disse Levy.
 
— A correção era uma promessa da presidente. E vamos encontrar recursos ao longo do ano para cumprirmos a meta de superávit fiscal. Vamos fazer um esforço necessário para permitir essa correção — completou Levy.
 
A Fazenda teve que ceder inclusive na vigência da correção. O governo queria que a nova tabela valesse apenas a partir de maio.
 
O presidente do Senado, Renan Calheiros, comemorou o acordo.
 
— Considero um avanço na relação institucional com o Congresso o governo editar a MP sobre o assunto. E essa proposta beneficia setores mais desprotegidos da população, com a correção de 6,5% — disse Renan.
 
Mas o presidente do Senado admitiu que há resistências do DEM e do PSDB.
 
— O PSDB ficou de avaliar a proposta, e o DEM também. Mas vou apresentar a proposta como uma construção do Parlamento — disse Renan.
 
A correção da tabela será aplicada ao ano-calendário de 2015, mas não afeta a atual declaração de Imposto de Renda.
 
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