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26/04/2013 - 03h16

Governo quer ouvir empresários para reduzir custo Brasil

Fonte: Folha de S. Paulo



Com o intuito de ouvir as demandas do setor produtivo, o ministro Guido Mantega (Fazenda) se reuniu hoje na Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) com dez empresários de grandes indústrias e varejo para discutir medidas para recuperar a competitividade.
 
A principal queixa foi sobre a burocracia no país, que emperra a competitividade das empresas. Em específico, foram citadas as normas regulamentadoras eu trazem impacto aos custos das empresas em produzir no Brasil.
 
Além de Paulo Skaf, presidente da Fiesp, estavam representadas na reunião diretores e presidentes de companhias como Ambev, Nestlé, Rhodia, Suzano, Cutrale, Siemnes, Camargo Correa, Marcopolo e CSN, além da Riachuelo e do IDV (Instituto para o Desenvolvimento do Varejo).
 
Segundo Skaf, a reunião de hoje inaugurou um ciclo de encontros quinzenais propositivos para ouvir as demandas dos empresários.
 
"O que foi levantado pelo nosso lado é a questão do custo total da mão de obra devido a normas do ministério do Trabalho, regras, impostos, burocracia", afirma Skaf. Segundo o empresário, as desonerações foram positivas, mas não incluíram todos os setores.
 
Para Flávio Rocha, presidente da Riachuelo e do IDV, existem empecilhos dentro do próprio Estado que fomentam o custo Brasil, o que neutralizaria o esforço para aumentar a competitividade brasileira.
 
Segundo ele, um ponto atacado pelos empresários na reunião foram as normas regulamentadoras que impõem regras subjetivas à indústria, como modificações em máquinas importadas de alta tecnologia.
 
"A banda antibusiness do Estado brasileiro atuou fortemente", afirma ele. No setor de varejo, Rocha afirmou que o modelo de crescimento baseado no estímulo da demanda e do crédito começa a se esgotar e que "está ficando caro produzir no Brasil", com o aumento da folha de pagamento com crescimento de cerca de 8% ao ano, com queda de produtividade de mais de 1%. "É um jogo de perde-perde", diz.
 
Segundo ele, empresários e ministros combinaram de fazer reuniões para identificar os problemas da máquina estatal.
 
Daniel Feffer, vice-presidente corporativo da Suzano, afirmou que burocracia, infraestrutura e tributos são os maiores gargalos da economia brasileira. "Está na hora de fazer uma agenda, com um plano construído conjuntamente da onde queremos estar em 2017 e 2022", afirmou ele.
 
GUERRA FISCAL
 
Skaf também atacou as tentativas de se criar novas desigualdades de tributação do ICMS pelo Estado, na finalização da discussão sobre a lei que regulamenta a guerra dos portos.
 
"Agora, começa cada um querer ver o seu interesse. Começa a criar desequilíbrio, aquilo que era bom acaba ficando ruim. Não vou discutir porque não está finalizado o processo", afirma.
"Não dá para todo mundo cuidar do seu quintal. Precisamos promover leis que beneficiem de forma horizontal e equilibrada todo o povo."
 
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