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02/06/2015 - 04h33
Greve dos estivadores de Santos paralisa dois terminais de contêineres
Fonte: AssCom SindEstiva / Denise Campos De Giulio

Os estivadores do Porto de Santos cruzaram os braços na manhã desta segunda-feira e paralisaram as operações de descarga e embarque de contêineres nos terminais da Brasil Terminal Portuário (BTP) e Ecoporto Santos, pelo período de seis horas. Eles reivindicam melhores salários e condições de trabalho, além da manutenção do sistema misto de contratação dos trabalhadores. O movimento atendeu os dispositivos previstos na Lei de Greve – 7783/1989.

Os estivadores do Porto de Santos cruzaram os braços na manhã desta segunda-feira e paralisaram as operações de descarga e embarque de contêineres nos terminais da Brasil Terminal Portuário (BTP) e Ecoporto Santos, pelo período de seis horas. Eles reivindicam melhores salários e condições de trabalho, além da manutenção do sistema misto de contratação dos trabalhadores. O movimento atendeu os dispositivos previstos na Lei de Greve – 7783/1989.
A suspensão das atividades foi decidida em assembleia da categoria realizada na segunda-feira da semana passada (25). O movimento paredista não contou com a participação das demais categorias de trabalhadores portuários que, reunidos em assembleia conjunta realizada na sede do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), na última quinta-feira (28), rejeitaram a proposta de greve que vinha sendo discutida pelos sindicatos que compõem a chamada "unidade portuária".
De acordo com o presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos e região, Rodnei Oliveira da Silva, o movimento ficou restrito aos dois terminais de contêineres. "Considerando que nos demais não havia navios atracados, nos concentramos apenas na BTP e na Ecoporto porque estavam com embarcações ancoradas na manhã de hoje (ontem) e prestes a entrarem em operação".
Já as empresas portuárias que operam nos segmentos do granel sólido, do açúcar e da carga geral no cais público não foram afetadas. "São operadores portuários parceiros e que sempre se mostraram mais sensíveis aos anseios da família estivadora, prova disso é que estão celebrando conosco um novo acordo coletivo de trabalho por mais dois anos", explicou o sindicalista. A assinatura do instrumento coletivo de trabalho está prevista para esta terça-feira.
Segundo Rodnei, a proposta dos operadores de contêineres que atuam no Porto de Santos não foi aceita pela categoria. "Nos ofereceram a manutenção do atual sistema, com 50% avulso e 50% vinculado, até fevereiro do ano que vem, e a partir daí querem contratar os estivadores na proporção de 75% pelo método de vinculação previsto na CLT e os outros 25% pelo temporário administrado pelo Órgão Gestor de Mão de Obra (OGMO), ou seja, estão nos propondo acabar com a estiva de forma lenta e gradativa, restando apenas nos ofertarem o tiro de misericórdia que será os 100% de vínculo com carteira assinada e a extinção total do tradicional trabalho avulso".
A proposta patronal, que entre outros visa a utilização de equipe única para determinadas operações bem como o reaproveitamento dos chamados ternos de trabalho de um porão para outro significam uma afronta para a categoria. "É absurda e deixa claro que o objetivo dos empresários é mesmo o de radicalizar, e se é assim então vamos para pau", afirmou o líder sindical, garantindo que a categoria já discute um calendário de mobilizações e novas paralisações.