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11/02/2016 - 02h29

Grupo Libra busca reduzir custos de operações no Porto

Fonte: G1/Santos
 
Operadora também prepara expansão

 
Tornar os custos mais competitivos é a maneira encontrada pelo Grupo Libra para contornar a recessão econômica brasileira. A empresa, que registrou queda de 10% na movimentação de contêineres em seus terminais no Porto de Santos, na comparação entre os dois últimos anos, também enxerga possibilidades na qualificação do serviço prestado como alternativa à disputa do mercado.
 
Em 2015, a Libra movimentou 306 mil TEU (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés) em seus terminais T-33, T-35 e T37, localizados na Margem Direita (Santos) do complexo. Em 2014, o número foi maior: 341 mil TEU. Enquanto no primeiro semestre do ano passado, a receita líquida foi melhor, a elevação do dólar e a queda do volume de importação contribuíram para a retração registrada no segundo período. A meta em 2016 é evitar maior queda e manter os índices. 
 
Para isso, o diretor-executivo de operações do Grupo Libra, Roberto Teller, acredita na gestão e na otimização de processos para manter a qualidade do serviço e melhorar seu custo-benefício. “Se compararmos 2014 e 2015, tivemos uma redução do custo por contêiner em relação à inflação, resultado expressivo para um ano desafiante e de queda de volume”, explicou.
 
Segundo Teller, a empresa teve que ser reestruturada e passou a operar sob um modelo de gestão e governança considerado “mais enxuto”, para que obter maior velocidade na tomada de decisões e na consolidação de resultados. O primeiro retorno dessa readequação está em um novo contrato estabelecido com a armadora Log-In, que opera, desde o último mês, uma rota de cabotagem nos terminais da Libra de Santos. 
 
O serviço vem somar ao Projeto Ásia (o atendimento de navios que seguem até o Extremo Oriente), considerado o carro-chefe da companhia e que faz da Libra o principal operador brasileiro com rotas naquele continente. Assim, Teller acredita que conseguirá manter os índices semelhantes aos registrados em 2015 (em torno de 300 mil TEUs) e evitar maiores quedas até que a expansão da instalação esteja concluída.
 
Maior capacidade 
 
Neste ano, o grande empreendimento da empresa é o Projeto Libra Terminais Santos (PLTS), que começa a ser efetivado nos próximos meses ao custo de R$ 800 milhões. Trata-se do plano de expansão da companhia no cais santista, que permitirá a unificação ds três terminais, mais que dobrando a capacidade estática atual, chegando a, pelo menos, 1,6 milhão de TEU. 
 
O primeiro passo é a realização dos projetos de engenharia, como o executivo (mais detalhado que o básico, com dados sobre a realização da obra), que será concluído ao longo deste ano. “O PLTS contribuirá de forma significativa para a economia de Santos e gerará melhorias urbanísticas e de logística, beneficiando a população que circula nas áreas próximas ao porto”, fala, ao citar o prolongamento do cais (de 1.085 metros a 1.690 metros). 
 
Em paralelo, porém, Teller espera a viabilização, pelo poder público, das obras viárias previstas para serem conectadas ao novo layout da instalação. Ele se refere à construção do viaduto de acesso a essa área do Porto, na região da Ponta da Praia, contínuo à Avenida Perimetral, além do reposicionamento da linha férrea às áreas externas à área operada pela Libra.
 
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