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04/06/2014 - 02h25
Histórico de lutas e conquistas marca o cinquentenário do Sindogeesp
Fonte: AssCom Sindogeesp / Denise Campos De Giulio

Os 1.260 profissionais associados ao Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras do Estado de São Paulo (Sindogeesp) estão em festa. Isto porque, no próximo domingo a tradicional entidade laboral representativa da categoria estará comemorando 50 anos de existência.

Os 1.260 profissionais associados ao Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras do Estado de São Paulo (Sindogeesp) estão em festa. Isto porque, no próximo domingo a tradicional entidade laboral representativa da categoria estará comemorando 50 anos de existência.
Fundado em 08 de junho de 1964, em meio a um recém-instaurado regime ditatorial no país, a história do Sindogeesp teve início um ano antes, mais precisamente no dia 23 de março de 1963, quando 97 trabalhadores especializados na operação de máquinas e equipamentos se reuniram na sede do Sindicato dos Ensacadores e Carregadores de Café de Santos para criarem a Associação Profissional dos Motoristas em Guindastes do Porto de Santos.
O feito significou a independência da categoria, até então vinculada ao Sindicato dos Operários e Trabalhadores Portuários em Capatazia (Sintraport). Passados pouco mais de um ano a associação foi finalmente reconhecida pelo ministro do Trabalho, Arnaldo Lopes Süssekind, como entidade sindical, surgindo assim o Sindicato dos Motoristas em Guindaste do Porto de Santos.
"Foi uma árdua batalha e os companheiros foram incansáveis para que aquele sonho fosse definitivamente transformado em realidade", afirmou o presidente Guilherme do Amaral Távora, lembrando que o sindicato foi fundado apenas 68 dias após a deflagração do Golpe Militar, em 31 de março de 1964.
O dirigente recorda que nem mesmo a ostensiva presença de tanques e militares armados nas ruas das principais cidades do país, inclusive de Santos, foi suficiente para impedir o intento daqueles 97 trabalhadores determinados a fundarem o sindicato "Foram corajosos e não se intimidaram com a série de prisões, torturas e desaparecimentos de civis, estudantes, políticos e companheiros sindicalistas, muitos deles trancafiados covardemente no navio-presídio Raul Soares".
Após nove anos instalado em uma casa alugada localizada na Praça da República, no Centro de Santos, em 21 de dezembro de 1972 o Sindogeesp adquiriu, com recursos próprios, o imóvel localizado na Rua Doutor Manoel Tourinho, nº 168, no bairro do Macuco, atual sede da entidade, que ficou sob intervenção militar entre os anos 1974 e 1977.
O franco crescimento no campo laboral e a consequente expansão da base territorial acabaram levando o sindicato a ser reconhecido também como representante dos operadores de empilhadeiras, ao lado dos guindasteiros, todos empregados da extinta Companhia Docas de Santos (CDS), estatizada como Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp).
Em 1992 passou a denominar-se Sindicato dos Operadores em Aparelhos Guindastescos, Empilhadeiras, Máquinas e Equipamentos Transportadores de Carga dos Portos e Terminais Marítimos e Fluviais do Estado de São Paulo. Com uma mão de obra 100% especializada a categoria é considerada uma das mais importantes do setor e essencial para a movimentação de cargas.
Ao longo de 50 anos o Sindogeesp foi presidido por Jarbas Pacheco Barroso, que ficou à frente da entidade por quatro gestões de (1963 a 1974), Antonio Germano Nascimento Filho (1977 a 1980), José Carlos Galluzzi (1980 a 1983), Guilherme do Amaral Távora (1983 a 1989), Carlos Alberto Sartori (1989 a 1992), João Carlos Cruz (1992 a 1995), e novamente Guilherme do Amaral Távora, mandatário desde 1995.
Para comemorar a data a direção do sindicato preparou um jantar dançante que será realizado nesta sexta-feira, na sede do Clube de Regatas Vasco da Gama. Por sua contribuição e relevância no cenário portuário, no próximo dia 24 a Câmara Municipal de Santos realizará sessão solene em homenagem ao cinquentenário do Sindogeesp, atendendo propositura da vereadora suplente Fernanda Vannucci (PPS). "É uma grande honra participar desse momento único", concluiu Guilherme.