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11/05/2016 - 12h03
Ibama renova licença para dragagem do canal do Porto de Santos
Fonte: AssCom Codesp
Licença garante a permissão para manutenção da profundidade de 15 metros


Técnicos da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) estiveram na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), no dia 29.03, para avaliação dos primeiros dados para produção do relatório solicitado pelo Ministério Público Federal (MPF), referente ao impacto da dragagem na erosão da Ponta da Praia, em Santos. O relatório faz parte de acordo judicial, diante da solicitação feita pelo MP para que a largura do canal do Porto de Santos seja reduzida para 170 metros. Atualmente, o canal de navegação do Porto de Santos é dragado para a largura de 220 metros.
Segundo o professor Eduardo Tannuri, da USP, os dados utilizados no estudo foram apresentados pela Codesp e Praticagem, levando em conta o tamanho atual dos navios e projeção futura da indústria naval. Também foram aplicadas as interações hidrodinâmicas, como maré e clima, e condições particulares como o tráfego de embarcações menores, balsas e cruzamento de navios no canal.
O objetivo inicial do relatório que está sendo produzido pela Codesp e USP é avaliar qual o impacto para a navegabilidade no Porto de Santos caso o canal de navegação seja reduzido para 170 metros. A Escola Politécnica da USP aplicou os dados em um simulador de cabine de comando de navio. Foram feitas oito simulações, levando em conta tipos diferentes de embarcações, em fast time (com o comando pelo computador) e real time (manobras realizadas prático). Para a finalização do relatório inicial haverá ainda novas simulações com outros tipos de embarcações e condições.
Os resultados foram apresentados e debatidos para serem incluídos no relatório. Segundo o consultor contratado pela Codesp, o professor associado do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Gilberto Fialho, as primeiras conclusões dos estudos feitos pela USP já eram esperadas. “As interações para navegabilidade do canal do Porto de Santos já são conhecidas”, comentou o professor Fialho.
Os estudos contratados pela Codesp visam, além de apresentar relatório sobre a relação da dragagem de aprofundamento do canal de navegação com o processo erosivo em praias de Santos e as implicações da restrição da largura em 170 metros, avaliar as necessidades para adequar o Porto para receber navios de maior porte sem que haja transtornos à região. Para realização dos estudos já estão sendo viabilizados modelos matemáticos e físicos, sendo que este último envolve a construção de um modelo reduzido do canal e do estuário, para avaliar, inclusive, os efeitos da dragagem nas praias. Futuramente, o laboratório estará à disposição da cidade de Santos como um centro permanente de pesquisa.