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08/07/2013 - 03h27

Índice usado em cálculo de salário mínimo e aposentadoria sobe quase 7% em 12 meses

Fonte: UOL
 
O INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), que mede a inflação das famílias de rendimento menor (até cinco salários mínimos), teve alta de 6,97% nos últimos 12 meses encerrados em junho.
 
A forte alta do índice pode resultar em pressão sobre os gastos do governo. O salário mínimo é reajustado de acordo com o INPC do ano anterior mais o crescimento do PIB de dois anos atrás.
 
Em 2013, a alta foi de quase 9%, sendo que o aumento ocorre no primeiro dia do ano.
Já as aposentadorias acima do piso têm reajuste correspondente à correção do INPC.
 
O percentual ficou acima da variação de 6,70% no período do índice oficial de preços, o IPCA – são consideradas nesse caso as famílias com renda de até 40 mínimos.
 
No mês passado, a alta do INPC, que também é frequentemente utilizado em negociações de reajustes salários, foi de 0,28%. No ano, a oscilação é de 3,3%.
 
"É um índice relativamente alto, próximo a 7%, e poderá pressionar as contas do governo", afirma Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de índices de preços do IBGE.
 
A previsão é que o deficit da Previdência neste ano seja de R$ 41,8 bilhões para fechar os gastos com o pagamento de pensões e aposentadorias do INSS.
 
Para 2050, o rombo é estimado em R$ 909 bilhões, 5,68% do PIB previsto para o ano (R$ 16 trilhões).
 
Vários programas sociais e benefícios são reajustados com base no valor do mínimo.
 
MAIORES PESOS
 
Por medir a inflação das famílias de menor rendimento menor, a alta dos alimentos nos últimos meses pesou no índice dos 12 meses, segundo Eulina. O orçamento desse grupo é mais comprometido com esses custos.
 
Durante 2013, a alta dos alimentos e bebidas ficou em 6,12%.
 
No mês, houve deflação dos alimentos, mas a pressão maior veio dos reajustes das tarifas de ônibus urbanos, que após os protestos no país foram cancelados em diversas cidades.
 
O grupo de transporte teve um dos maiores impactos no resultado do INPC em junho, com alta de 0,51% após queda de 0,12% em maio. A alta nos custos com habitação também pesou. A variação nesse caso foi de 0,64%.
 
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