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09/12/2020 - 08h36

Indústria marítima vê crise mundial afetar o setor no pós-pandemia

Fonte: Exame
 
Para os executivos seniores da indústria marítima, a principal preocupação do setor em um futuro de 10 anos, pós-pandemia, está relacionada ao potencial do impacto e da probabilidade de uma crise econômica global. Também há o temor do agravamento de tensões geopolíticas entre as potências mundiais.
 
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As preocupações aparecem em uma pesquisa internacional da consultoria de riscos e corretora de seguros Marsh, feita em parceria com o Fórum Marítimo Global, ao qual EXAME teve acesso com exclusividade. As entrevistas com executivos dos seis continentes foram realizadas entre abril a agosto deste ano e compilados agora. Dos participantes, 54% são executivos-chefes e 49% são armadores/operadores.
 
“A pesquisa escuta os anseios da indústria marítima. Ela aponta os riscos, qual a probabilidade disso acontecer e como o setor está preparado para enfrentar. Uma pandemia não estava no radar de ninguém nos últimos anos e começou a fazer parte da resposta”, explica Paulo Guerreiro, diretor de Portos e Terminais da consultoria de riscos Marsh Brasil.
 
Sob o olhar da pandemia de covid-19, pesquisa revela que a indústria marítima não está preparada com as transformações mundiais que a doença causou na sociedade e das transações comerciais. Os entrevistados também acreditam que não há preparo da indústria marítima com uma possível crise econômica global, muito mesmo para lidar com a tecnologia autônoma, ou a falha na redução das mudanças climáticas.
 
Em um outro ponto da pesquisa, os executivos acreditam que em 10 anos a indústria marítima vai precisar se preocupar também com novas regulamentações para diminuir os impactos do setor ao meio ambiente.
 
73% dos entrevistados acham que a pandemia torna a tensão geopolítica mais provável. Particularmente, uma escalada do conflito entre os Estados Unidos e a China.
 
Paulo Guerreiro ainda explica que globalmente o transporte marítimo de cargas caiu durante a pandemia, mas que no Brasil o movimento foi um pouco diferente. “A gente teve uma queda no começo da covid-19, mas depois aumentou muito, puxado pelas exportações, favorecidas pelo câmbio vantajoso ao produtor brasileiro”, diz.
 
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