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31/08/2021 - 09h03

Infectologistas projetam aumento de casos e mortes por covid-19 na Baixada Santista até outubro

Fonte: A Tribuna On-line
 
A previsão é de que, até o início do mês, a variante Delta comece a mudar a situação da região
 
A média móvel de mortes por covid-19 nos últimos 14 dias em Santos caiu 40,91%, passando de 4,4 no dia 15 de agosto para 2,6 no último domingo. Apesar dos números serem positivos, médicos infectologistas da Baixada Santista estimam que, entre o fim deste mês e o começo de outubro, devam aumentar os casos e óbitos por conta da variante Delta da doença.
 
Para o infectologista Marcos Caseiro, ainda temos uma quantidade muito longe da ideal de pessoas imunizadas com duas doses. É necessário ao menos 80% da população totalmente vacinada para termos uma segurança maior.
 
“Essa redução de mortes em Santos tem a ver com a Cidade ser a melhor no índice de vacinação e com mais pessoas terem se infectado pela covid-19, mas não podemos esquecer os cuidados. Essa soma de fatores explica o momento que estamos vivendo, só que número de mortes ainda é muito alto”.
 
Caseiro avalia ainda que a região vive seu melhor momento em relação à doença, porém lembra ser fundamental não se enganar e imaginar que estamos numa situação de tranquilidade.
 
“A cepa Delta causou estragos por onde passou e não tem como ser diferente aqui. Temos de comemorar a queda nas mortes, mas não podemos relaxar. Vejo que teremos problemas para o final de setembro e começo de outubro”.
 
Quem concorda com ele é o infectologista Eduardo Santos. Ele lembra que as duas últimas semanas foram de média móvel com aumento nas mortes em Santos. Em 24 de agosto, o crescimento foi de 31,58% em 14 dias. Já no último dia 17, a situação era ainda pior, com aumento de 158,82%, também na comparação com 14 dias antes. “Os números estão instáveis, com quedas e aumentos de uma semana para outra. É preciso ter cautela e seguir com toda a proteção necessária”.
 
Casos
 
Com relação ao número de novos casos, a média móvel na Cidade caiu 5,56% em 14 dias, de 54 para 51, explica o economista Mario Esteves, que analisa os dados divulgados pelas próprias secretarias de Saúde. Na comparação com o período de sete dias, a cidade santista teve queda de 28% na média móvel de mortes e aumento de 22% com relação aos novos casos.
 
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