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16/11/2015 - 03h07
Investimentos estão sendo alocados no setor
Fonte: Guia Marítimo
Esforços ainda precisam ser maiores, diz presidente do Porto Itapoá

“O País ainda tem grandes gargalos a serem eliminados no setor de logística e, em particular, no setor portuário. E é preciso ressaltar que os problemas são em grande parte decorrência de deficiências do sistema como um todo, ou seja, da falta de integração entre os vários modais, do excesso de burocracia e ainda de questões relativas aos canais de acesso”. A afirmação é de Patrício Junior, Presidente do Porto Itapoá, ao avaliar o atual cenário portuário do Brasil.
Segundo ele, nem sempre as restrições estão relacionadas estritamente aos terminais, que, inclusive, o mercado nacional precisa de mais para atender à demanda por serviços portuários. “Neste sentido, devemos considerar que está em curso neste momento uma nova leva de investimentos no setor portuário, tanto em novos terminais quanto na ampliação e expansão dos já existentes. O governo calcula que os investimentos em novos terminais privados e na expansão dos existentes ultrapassarão os R$ 60 bilhões nos próximos anos. Portos privados mais modernos, como o de Itapoá, que começou a operar em 2011, já estão dando uma forte contribuição para a modernização do setor e para que conquistemos eficiência portuária”, avalia.
O executivo inclusive ressalta que dos 9,3 milhões de Teus movimentados nos portos nacionais em 2014, quase 2 milhões couberam a terminais privativos inaugurados há no máximo oito anos. Entre os seis maiores terminais de contêineres, três são privativos, ágeis e modernos. Para ele, é importante ressalvar que os investimentos na melhoria da infraestrutura portuária estão sendo feitos, porém, paralelamente a este esforço, é preciso tomar medidas visando à melhoria dos acessos marítimos, por meio de obras regulares de dragagem, o que permitirá a esses novos terminais receber os maiores navios em operação no mundo, com economia de escala, bem como promover ganhos de eficiência no trabalho que os órgãos intervenientes realizam dentro dos portos. Esses órgãos precisam atuar de forma integrada e padronizada, alinhados com a produtividade dos terminais.