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26/12/2016 - 04h04

Levantamento do Ipea aponta queda no trabalho por conta própria

Fonte: G1
 
Tendência se reverteu no terceiro trimestre de 2016; rendimento médio subiu mais no grupo com a renda mais baixa.
 
Levantamento do Ipea mostra queda dos ocupados por conta própria neste ano. Segundo o instituto, até o primeiro semestre de 2016, o aumento do desemprego foi atenuado porque muitas pessoas que perderam emprego se tornaram trabalhadores por conta própria. A análise de transições no mercado de trabalho revela, contudo, que a tendência se reverteu no terceiro trimestre de 2016. O movimento foi acompanhado de uma queda na taxa de atividade.
 
As condições do mercado de trabalho permaneceram em uma trajetória de deterioração no terceiro trimestre de 2016.
 
A taxa de desemprego alcançou 11,8%, 2,9 pontos percentuais acima do observado no mesmo período do ano anterior. Análise feita pelo Ipea da taxa de desemprego por meio da comparação interanual mostra que a crise continua afetando mais gravemente os grupos que tendem a ter desemprego mais elevado.
 
O setor populacional mais atingido pelo desemprego são os jovens entre 14 e 24 anos, cuja taxa de desemprego atingiu 27,7%, e os trabalhadores com ensino médio incompleto (21,4%).
 
Entre o 3º trimestre de 2015 e o mesmo período de 2016, o desemprego subiu 6,8 pontos percentuais entre os jovens, enquanto entre os adultos até 59 anos a queda foi de 2,9 p.p. Subiu 5,2 pontos entre aqueles com ensino médio incompleto e 1,6 p.p. entre trabalhadores com ensino superior.
 
Já o rendimento real médio não apresentou um desempenho tão ruim quanto a ocupação. Houve aumento de 0,9% em comparação com o trimestre anterior. Na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, entretanto, o rendimento real apresentou queda de 2,1% no terceiro trimestre. O rendimento médio do grupo que se encontra na faixa mais baixa de renda apresentou expressiva recuperação tanto na comparação interanual (crescimento de 17,6%), como na comparação do terceiro trimestre com o segundo (crescimento de 19,8%).
 
A queda da massa salarial (total de rendimentos dos trabalhadores) vinha sendo puxada pelo setor formal, porém, neste terceiro trimestre, houve uma queda entre os por conta própria de quase R$ 2 bilhões.
 
“Devido à continuidade do quadro recessivo e como o número de admissões ainda não mostra sinais de recuperação, é provável que o nível de ocupação continue a cair. Caso se mantenha a tendência de menor ocupação entre os trabalhadores por conta própria, sem que seja observada uma recuperação das admissões no setor formal, as condições do mercado de trabalho continuarão a se deteriorar - mesmo que a taxa de desemprego não se eleve muito”, informou o Ipea.
 
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