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21/02/2013 - 07h21
Líder do governo diz que MP dos portos pode ter mudança
Fonte: Folha de S. Paulo

O líder do governo no senado, Eduardo Braga (PMDB-AM) admitiu que a Medida Provisória dos Portos poderá sofrer mudanças no Congresso Nacional. Braga foi o escolhido para relatar a MP.
O líder do governo no senado, Eduardo Braga (PMDB-AM) admitiu que a Medida Provisória dos Portos poderá sofrer mudanças no Congresso Nacional. Braga foi o escolhido para relatar a MP.
Em entrevista após uma audiência de quase três horas para formar a comissão parlamentar que vai analisar o texto enviado pelo governo e as 645 emendas feitas pelos parlamentares, Braga disse que é preciso dar competitividade aos portos do país e que esta é a intenção do governo com a MP. Mas admitiu que pontos relativos aos trabalhadores podem sofrer modificações.
"Desde que não afete a competitividade, pode haver modificação. Desde que não afete a estrutura da eficiência que nós precisamos ter nos portos e na logística, poderemos ter as modificações", afirmou Braga.
Para conseguir iniciar os trabalhos da MP, o relator e o vice-presidente da comissão, senador José Pimentel (PT-CE), admitiram fazer uma primeira reunião entre trabalhadores e parlamentares, o que não estava programado.
Na sua fala durante a audiência com os trabalhadores, Braga afirmou que os trabalhadores "podem ter absoluta convicção de que a MP [será analisada] com transparência, regra e tranquilidade para estabelecer normas de competição na MP e a mão de obra e os direitos dos trabalhadores serão prioridade nesse debate".
Segundo Eduardo Guterra, representante de uma das federações de trabalhadores do setor, o encontro foi positivo porque mostrou que a MP não será votada sem debate com os trabalhadores.
Guterra afirmou que as declarações dadas pela senadora Kátia Abreu (PSD-TO) de que os trabalhadores estão sendo manipulados por empresários para fazer a greve não é correta.
Segundo ele, a agenda dos trabalhadores é sindical e coincidiu com a dos empresários que também não estão satisfeitos com a MP. "Os empresários não defendem os trabalhadores em portos públicos", afirmou Guterra.