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21/06/2013 - 01h25
Lula recebe sindicalistas e ‘anota’ reivindicações
Fonte: O Estado de S. Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu na tarde desta quarta-feira (19), em São Paulo, com os dirigentes das cinco principais centrais sindicais do País no momento em que as pesquisas revelam queda da popularidade da presidente Dilma Rousseff e o governo federal trava batalhas de articulação política com seus aliados.
Durante quase duas horas, Lula ouviu e anotou comentários dos sindicalistas sobre a conjuntura política e econômica do País e, sobretudo, reclamações contra a presidente. Os líderes das centrais disseram que o governo não lhes dá a atenção devida. "O tema central foi a falta de interlocução com esse governo", disse Valdir Vicente, diretor da Força Sindical.
A ideia do encontro com as centrais havia sido aventada por Lula e o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, há cerca de um mês. Mas o convite aos dirigentes sindicais só foi disparado na sexta-feira, num momento de visíveis dificuldades para o governo e o PT, sinalizadas não só pela queda da aprovação do governo da presidente como pelas manifestações que tomaram as ruas em diferentes cidades do País.
O encontro ocorreu na sede do Instituto Lula. Ao final, por sugestão do ex-presidente, ficou acertado que outros encontros serão realizados nos próximos meses. Lula, que veio do meio sindical e era elogiado em seu governo pela facilidade que demonstrava para ouvir e consultar sindicalistas, sugeriu que eles ocorram a cada dois meses.
Ao falar sobre os problemas enfrentados pela presidente Dilma na área econômica, que estariam associados à queda da aprovação de seu governo, o ex-presidente observou que o Brasil está enfrentando reflexos de uma crise econômica internacional.
Também destacou que, apesar dos problemas, a taxa de desemprego continua baixa, na comparação com outros países. Citou que na Europa a taxa bate em 20%, e no Brasil é de 5%.
Manifestações. Sobre as manifestações que sacodem o País, o ex-presidente disse que é preciso ouvir mais as ruas. "De maneira geral, o Lula sempre defende a necessidade uma interlocução maior com os movimentos sociais e, sobretudo, as centrais", disse Marcos Afonso, diretor da UGT.
As outras centrais convidadas por Lula foram a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central de Trabalhadores do Brasil (CTB) e Nova Central. Entre os líderes dessas organizações o que se observou foi uma sensação perplexidade diante das manifestações de rua que, de maneira geral, rejeitam a intervenção de partidos e de outras instituições de representação, como os sindicatos.
Lula não fez nenhuma promessa formal de que vai encaminhar as reclamações dos líderes das centrais sindicais ao Planalto. Mas a ênfase que os sindicalistas deram ao assunto mostra que eles esperam exatamente isso do ex-presidente: que faça a intermediação com Dilma. Em dezembro do ano passado, o ex-presidente já havia recomendado à presidente ouvir mais empresários, sindicatos e políticos.






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