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02/06/2014 - 03h43

Maersk na berlinda

Fonte: Monitor Mercantil



Maior empresa de navegação do mundo, a dinamarquesa Maersk está nas manchetes, no Brasil. A revista Época revelou que a empresa fechou contrato para alugar quatro barcos de apoio para a Petrobras e pagou R$ 6,2 milhões de comissões ao diretor Paulo Roberto Costa, referentes a 1,25% de cada carga transportada.
 
Disse a revista: “Para receber a comissão, Paulo Roberto fechou, em 2006, um contrato secreto com a Maersk. Como fazia em outros negócios, colocou na transação um parceiro: Wanderley Gandra. Não era apenas um parceiro de negócios. Gandra jogava buraco em mesas organizadas por Paulo Roberto. Eram amigos. Pelo contrato, uma empresa ligada à Maersk se comprometia a pagar a comissão de 1,25% a Gandra, por carga transportada no navio DS Performer”.
 
Informa-se que, no total, houve pagamento de comissões sobre o afretamento de 11 navios. “O dinheiro da comissão, segundo os documentos, era transferido da Dinamarca para uma conta no Brasil de uma empresa de Gandra. Na contabilidade prestada por Gandra a Paulo Roberto, todos os valores eram sacados ‘como lucro’. Importante frisar que 100% das receitas (da empresa de Gandra) tiveram origem na cobrança de comissões de 1,25% sobre afretamento de navios, indicando que a Gandra Brokerage foi criada somente para receber essas comissões”, diz o relatório da PF.
 
Enquanto isso, a União Européia também investiga a Maersk. No caso, em conjunto com as gigantes MSC e CMA CGM, as três são acusadas de impor um cartel de fretes aos países da União Européia. No Brasil, aumenta a pressão para que os armadores estrangeiros – responsáveis por 100% do comércio exterior brasileiro em contêineres – sejam registrados no país. Não se pretende taxar ou limitar os estrangeiros, apenas formalizar sua operação no Brasil.
 
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