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02/06/2014 - 03h51

Mais de 200 milhões ficarão desempregados no mundo em 2014, diz OIT

Fonte: UOL



O total de desempregados no mundo em 2014 deve aumentar em 3,2 milhões de pessoas e chegar a cerca de 203 milhões, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho).
 
No relatório "O Mundo do Trabalho 2014: Desenvolvimento com Empregos", divulgado na última segunda-feira (26), a agência das Nações Unidas anunciou que espera que durante este ano ocorra um aumento do desemprego inferior ao de anos anteriores.
 
As estatísticas mostram que, em 2013, o desemprego mundial se situou em pouco menos de 200 milhões de pessoas.
 
"Para 2019, considerando as atuais tendências, o desemprego alcançará 213 milhões de pessoas", segundo o texto.
 
Em relação ao percentual de pessoas desempregadas, a OIT prevê que este se mantenha estável, em torno de 6% da população economicamente ativa até 2017.
 
FLUXOS MIGRATÓRIOS
 
Durante os próximos cinco anos, 90% dos empregos serão criados em países emergentes e em desenvolvimento. A OIT considera que essas economias necessitarão gerar 200 milhões de novos empregos — dos 213 milhões que serão necessários no mundo todo — "para fazer frente a uma população economicamente ativa cada vez mais numerosa".
 
Isso significa que os países em desenvolvimento deverão criar 40 milhões de empregos por ano, o que, segundo a OIT, terá um impacto "significativo" sobre os fluxos migratórios.
 
Isso ocorrerá devido a um aumento no fluxo de imigração no eixo Sul-Sul, mas também será acentuada a tendência de mais emigrantes de países ricos em nações em desenvolvimento com economias em ebulição.
 
Em relação aos dados, o relatório mostra que um total de 231,5 milhões de pessoas viviam em 2013 em um país diferente do seu de origem.
 
CONVERGÊNCIA
 
Um dos aspectos positivos destacados pela OIT é que o processo de convergência econômica entre os países em desenvolvimento e as economias desenvolvidas "ganhou impulso".
 
Entre 1980 e 2011, a renda per capita nos países em desenvolvimento aumentou em média 3,3% ao ano, um número muito superior ao aumento médio de 1,8% registrado nas economias desenvolvidas.
 
Os países que alcançaram mais progressos são os que investem em "empregos de qualidade", segundo a OIT, que destacou que "as nações que tiveram sucesso especial em reduzir o efeito do emprego vulnerável no início da década de 2000 registraram um notável crescimento econômico após 2007".
 
Os economistas da OIT destacaram que nos países nos quais o número de trabalhadores pobres diminuiu mais fortemente desde o início da década de 2000, a renda por habitante aumentou 3,5% em média entre 2007 e 2012.
 
No caso das nações em que, desde o princípio da década de 2000, a redução de trabalhadores pobres foi menor, a renda per capita aumentou "apenas" 2,4%.
 
VULNERABILIDADE
 
Apesar dessas tendências positivas, mais da metade dos trabalhadores do mundo em desenvolvimento –cerca de 1,5 bilhão de pessoas– se encontram em situação trabalhista vulnerável.
 
A OIT calcula que cerca de 839 milhões de trabalhadores nos países em desenvolvimento ganham menos de US$ 2 por dia.
 
Diante dessa realidade, para a OIT é fundamental promover uma capacidade produtiva diversificada, "ao invés de se limitar à liberalização do comércio".
 
A OIT acredita também que "é preciso fortalecer as instituições do mercado de trabalho, ao invés de ignorar as normas aplicáveis", e que se deve utilizar a proteção social para promover o emprego de qualidade e o desenvolvimento, "não unicamente como rede de segurança para a população mais desfavorecida".
 
Além disso, deve-se garantir uma "evolução equilibrada da renda para evitar os prejuízos que acarretam as desigualdades", reivindicou a organização em seu relatório.
 
A organização destacou também que a desigualdade de renda cada vez maior "é um fato" que não afeta somente às nações em desenvolvimento, mas também os países desenvolvidos. 
 
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