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09/02/2013 - 13h41
Manifestação do Settaport sobre a MP 595 é repudiada
Fonte: AssCom Sindogeesp

A declaração do presidente do Sindicato dos Empregados Terrestres em Transportes Aquaviários de Santos (Settaport), Francisco Nogueira, publicada no caderno Sindical do jornal A Tribuna, na edição desta sexta-feira, causou revolta e indignação entre dirigentes sindicais das várias categorias de trabalhadores portuários, avulsos e empregados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Francisco afirmou não ser contra a MP 595, que na sua opinião preserva o mercado dos trabalhadores portuários.
A declaração do presidente do Sindicato dos Empregados Terrestres em Transportes Aquaviários de Santos (Settaport), Francisco Nogueira, publicada no caderno Sindical do jornal A Tribuna, na edição desta sexta-feira, causou revolta e indignação entre dirigentes sindicais das várias categorias de trabalhadores portuários, avulsos e empregados da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp). Francisco afirmou não ser contra a MP 595, que na sua opinião preserva o mercado dos trabalhadores portuários.
Para o presidente do Sindicato dos Conferentes de Carga, Descarga e Capatazia do Porto de Santos, Marco Antônio Sanches, as palavras de Francisco foram inoportunas. "Diante do quadro atual em que os trabalhadores estão preocupados com as ameaças da nova regulamentação, talvez o silêncio teria sido a melhor opção". A decepção é compartilhada pelo presidente do Sindicato dos Consertadores, Adilson de Souza. "O companheiro foi muito infeliz e desrespeitoso, além de inexperiente". Na avaliação do presidente do Sindicato do Bloco, Jozimar Bezerra de Menezes, a manifestação contrária do Settaport não deve ser levada em consideração. "Para mim ficou óbvio que o rapaz não sabe o que diz".
Everandy Cirino dos Santos, presidente do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport) se mostrou surpreso. "Não esperava esse tipo de comportamento e é lamentável ver que lideranças de outras entidades se prezam a praticar um sindicalismo notadamente predatório". Não é de hoje que os sindicatos portuários travam com o Settaport inúmeras disputas jurídicas pelo mercado de trabalho. O presidente do Sindogeesp, Guilherme do Amaral Távora, esclarece que a representatividade das categorias também é motivo de discórdia entre os portuários e o Settaport. "São embates jurídicos que poderiam ser evitados se cada macaco ficasse no seu galho".
Um dos mais exaltados com a manifestação é Rodnei Oliveira da Silva, presidente do Sindicato dos Estivadores de Santos. "Falar que está a favor da MP é o mesmo que se colocar do lado do Governo e do grupo de empresários liderados por Eike Batista que elaboraram o texto da regulamentação". Segundo ele, o presidente do Settaport está brincando com fogo e a estiva vai reagir para garantir o mercado de trabalho. "Sabemos que ele está negociando com um dos dois novos terminais portuários de Santos, o que é antiético e imoral".
Na mesma linha de raciocínio está o presidente do Sindicato dos Operários Portuários (Sintraport), Robson Apolinário. "Creio que ele deu um tiro no próprio pé ao tornar público sua inaptidão e incapacidade como gestor de uma entidade sindical importante, bem como seu desconhecimento com as questões macros que envolvem os portos". Na opinião de Apolinário, o líder do Settaport pratica o chamado "sindicalismo burguês". "É subserviente ao governo que aí está".
Solidário
Apesar de permanecer afastado da polêmica uma vez que a MP não aborda as áreas do retroporto, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Movimentação de Mercadorias (Sintrammar), Francisco Erivan Pereira, demonstra sua preocupação com os portuários. "O Sintrammar está solidário aos trabalhadores do porto".