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15/12/2014 - 03h51
Marinha teme cortes
Fonte: Monitor Mercantil

Na última sexta-feira (12), Dilma Rousseff visita Itaguaí (RJ), onde a Marinha, com apoio dos franceses e da Odebrecht, constrói cinco submarinos, sendo um de propulsão nuclear. Analistas da área de Defesa afirmam que o momento é de tensão, diante do possível corte de verbas que estaria nos rascunhos do futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Não se sabe se a tesoura de Levy vai atingir os submarinos, os caças da FAB ou as encomendas do Exército. Quando cortes são anunciados, raramente o setor bélico escapa.

Na última sexta-feira (12), Dilma Rousseff visita Itaguaí (RJ), onde a Marinha, com apoio dos franceses e da Odebrecht, constrói cinco submarinos, sendo um de propulsão nuclear. Analistas da área de Defesa afirmam que o momento é de tensão, diante do possível corte de verbas que estaria nos rascunhos do futuro ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Não se sabe se a tesoura de Levy vai atingir os submarinos, os caças da FAB ou as encomendas do Exército. Quando cortes são anunciados, raramente o setor bélico escapa.
Os submarinos são Scorpene, da empresa francesa DCNS. A Odebrecht está a cargo de toda a construção civil, em projeto que terá o custo total de R$ 24 bilhões. Não houve concorrência, com o argumento de que a construtora brasileira foi escolhida pelos franceses por sua notória qualidade. A escolha pode ter sido dos franceses, mas o pagamento é feito pelo governo – quer dizer, a sociedade – do Brasil.
Comenta-se ainda que o ministro da Defesa, Celso Amorim, está de saída e gostaria de ser embaixador em Paris, mas, com 72 anos, quebraria regras do Itamaraty, que, em geral, não costuma aceitar quem tem mais de 70 anos no comando de embaixadas.