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05/12/2014 - 16h27

Marítimos temem retrocesso no mar

Fonte: Portos e Navios



O presidente do Sindicato Nacional dos Oficiais da Marinha Mercante, (Sindmar), Severino Almeida, mostra-se preocupado com os rumos da marinha mercante para o segundo período de governo de Dilma Rousseff. Afirma que os 46 navios encomendados pela Transpetro, na gestão de Sérgio Machado, foram importantíssimos, mas ao contrário do que pensa a maioria, não representarão aumento de frota da estatal.
 
– As magníficas encomendas feitas a partir de 2003 apenas irão conter a queda da frota própria da Transpetro. Mesmo com as encomendas feitas por Lula e Dilma, o único efeito positivo é o de se evitar maior redução na frota, pois há décadas não havia encomendas de reposição da frota própria. A estatal está aposentando navios velhos e é obrigada a cada dia usar mais navios estrangeiros em regime de afretamento, o que é ruim para a construção naval e para os marítimos.
 
Também em relação à entrada em cena de Joaquim Levy, no Ministério da Fazenda, Severino levanta apreensões.
 
– Boa parte da imprensa diz que Levy sabe fazer cortes de forma criteriosa, mas a história mostra que toda vez em que se dá o poder de corte à área financeira, o Fundo de Marinha Mercante, que financia a construção de navios, é um dos mais prejudicados – cita.
 
Segundo Almeida, em vez de pensar em cortes de encomendas, o governo deveria fortalecer as empresas brasileiras de navegação para atuar na cabotagem e ajudá-las a voltar a operar em rotas internacionais.
 
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