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15/01/2018 - 04h18

Medo do desemprego recuou no final de 2017

Fonte: DCI
 
Levantamento feito pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que o medo de desemprego entre os brasileiros recuou no final do passado. Contudo, esse receio segue em patamar alto.
 
O índice apurado pela CNI apresentou queda de dois pontos em dezembro de 2017, em comparação com setembro, ao atingir 65,7 pontos. Apesar da retração, o indicador permanece 16,9 pontos acima da média histórica e se encontra entre os maiores valores da série.
 
Em comparação com dezembro de 2016, o índice de medo do desemprego apresentou alta de 0,9 ponto, indicando, conforme a CNI, persistência da insegurança em relação à recuperação do mercado de trabalho, apesar dos sinais de retomada da economia.
 
Dados recentemente divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que a taxa de desocupação atingiu 12% no trimestre encerrado em novembro de 2017, recuo de 0,6 ponto percentual em relação ao acumulado de julho a agosto (12,6%) do mesmo ano. Já na comparação com o mesmo trimestre de 2016, quando a taxa foi estimada em 11,9%, o quadro foi de estabilidade.
 
A projeção dos economistas do Itaú Unibanco é de que o desemprego fique estável em 12,5% em dezembro e recuando a 11,8% ao fim de 2018, “com o emprego formal voltando a contribuir para a queda do desemprego”, de acordo com nota da instituição.
 
Conforme o IBGE, a população ocupada cresceu 1%, para 91,9 milhões de pessoas, no trimestre até novembro, em relação ao período anterior. Em relação a igual intervalo de 2016, o avanço foi de 1,9% .
 
Porém, o número de empregados com carteira de trabalho assinada (33,2 milhões) ficou estável frente ao acumulado de junho a agosto. No confronto com o trimestre até novembro de 2016, teve queda de 2,5%.
 
Já o número de empregados sem carteira de trabalho assinada (11,2 milhões de pessoas) cresceu 3,8% em relação ao trimestre anterior (mais 411 mil pessoas), e 6,9% contra o acumulado de setembro a novembro do ano passado.
 
A categoria dos trabalhadores por conta própria (23 milhões de pessoas) ficou estável na comparação com o trimestre de junho a agosto. Mas, em relação ao mesmo período de 2016, houve alta de 5%.
 
Satisfação
 
Ainda segundo a CNI, o índice de satisfação com a vida apresentou retração de 0,4 ponto em dezembro na comparação com setembro de 2017, atingindo 65,6 pontos, permanecendo entre os valores mais baixos já registrados.
 
Para ambos os indicadores, foram entrevistadas 2 mil pessoas em 127 municípios.
 
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