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11/04/2013 - 02h57
Mercado de trabalho mantém tendência de estabilidade, diz FGV
Fonte: Agência Estado

O mercado de trabalho permanece estabilizado, segundo o economista do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Fernando de Holanda Barbosa Filho. Apesar de o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) ter avançado 3,8%, o que demonstraria uma piora de cenário, "a percepção é que segue a tendência de estabilidade do mercado de trabalho. Não há nenhum sinal de enfraquecimento", disse o economista.
Ele ressalta que o indicador só vai preocupar se, no próximo mês, também revelar um quadro de piora do trabalho. "Se a elevação do ICD vier acompanhada de outra, começo a ficar preocupado. Mas, por enquanto, o mercado de trabalho doméstico parece estabilizado", afirmou Barbosa Filho. A FGV espera uma taxa de desocupação de 5,1% a 5,5% no fechamento deste ano.
"A estabilidade pode ser interpretada como uma grande melhora. O PIB foi ruim, a recuperação não aconteceu como esperada e o mercado de trabalho continua crescendo. Do ponto de vista da inflação, o mercado de trabalho pressiona os preços. O mercado é um componente importante na inflação", disse. A inflação de serviços é intensiva em mão de obra, por isso o crescimento da renda pressiona o setor diretamente.
O economista destaca que a grande questão é prever até quando o setor de serviços sustentará a alta da renda e a manutenção do mercado de trabalho. No setor industrial, ele questiona a "tese da retenção" de mão de obra qualificada na expectativa de retomada da produção, o que, como defendem alguns economistas, estaria aumentando o custo unitário da mão de obra. "Não é possível observar essa tese nos números. Como reter mão de obra por dois anos?", indagou o economista.