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11/11/2020 - 09h07

Metalúrgicos protestam por falta de pagamento em refinaria em Cubatão, SP

Fonte: G1 Santos
 
Funcionários terceirizados alegam falta de pagamento de salário, vale-alimentação e plano de saúde. Ato acontece na refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão.


 
Trabalhadores e sindicalistas realizaram um protesto, na manhã desta terça-feira (10), em frente a Refinaria Presidente Bernardes (PRBC) em Cubatão (SP). De acordo com os manifestantes, os funcionários de uma terceirizada da Petrobras estão sem receber o salário, o vale-alimentação e com atraso no pagamento do plano de saúde.
 
Conforme apurado pelo G1, o ato começou por volta das 7h, em frente à portaria 10 da RPBC, onde se reuniram cerca de 100 trabalhadores. Segundo o Sindicato dos Siderúrgicos e Metalúrgicos da Baixada Santista, a empresa Benge Engenharia, terceirizada da Petrobras, deixou de fazer o pagamento do salário e do vale-alimentação em novembro.
 
"Os trabalhadores deveriam receber o pagamento no dia 5 de novembro e, quando soubemos da situação, enviamos um ofício à empresa requerendo os comprovantes dos pagamentos. Demos um prazo de 48 horas para a empresa, mas eles ignoraram e decidimos paralisar", explica Claudinei Rodrigues Gato, diretor do Sindicato.
 
O sindicalista afirma, ainda, que além dos vencimentos, a empresa não pagou o plano de saúde dos metalúrgicos em outubro. "Muitos precisam fazer cirurgias, exames e não tem condições. Os trabalhadores dependem desses pagamentos".
 
Além do ofício à terceirizada, o sindicato também requereu explicações à Petrobras, responsável pela refinaria.
 
Em nota, a Petrobras esclarece que a RPBC segue operando normalmente e a manifestação tratou-se de relações trabalhistas entre uma prestadora de serviços e seus trabalhadores coordenados pelo respectivo sindicato, cabendo à estatal avaliar apenas as relações contratuais e em caso de descumprimento aplicar as medidas cabíveis. A companhia reforça que todos seus contratos de serviço estão em conformidade com a legislação vigente.
 
O G1 questionou a Benge Engenharia a respeito do caso, mas não obteve resposta até a última atualização desta reportagem.
 
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