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23/10/2015 - 03h51
Ministro adianta que emprego com carteira caiu no país
Fonte: O Globo
Miguel Rossetto, no entanto, não informou os números do Caged de setembro

Miguel Rossetto, no entanto, não informou os números do Caged de setembro

O ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, adiantou nesta quinta-feira que o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) que deverá ser anunciado amanhã irá confirmar que o nível de desemprego no país continua. No mês passado, o Caged demonstrou que 86.543 pessoas perderam o emprego. Embora o número tenha sido menor em comparação com julho, quando houve 157.905 demissões, a soma dos oito primeiros meses do ano apontam que 572.792 postos de trabalho foram fechados.
Rossetto não adiantou os números que estarão no Caged, mas foi taxativo sobre o desemprego:
— Haverá redução do nível de emprego formal. Sexta-feira (hoje) vamos ter isso.
Rossetto, que participou de um seminário sobre novos fluxos de trabalhadores migrantes no Brasil, na Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara, evitou dar detalhes sobre a discussão no governo acerca da idade mínima para aposentadoria. Ele participa de um grupo de trabalho que discute propostas para minimizar o déficit na Previdência e uma das sugestões é estabelecer uma idade mínima para que os trabalhadores possam se aposentar.
— Estamos construindo nossa posição sobre o aperfeiçoamento do sistema previdenciário, extraordinário patrimônio da sociedade brasileira, e queremos preservar essas conquistas, assegurando sustentabilidade financeira e reconhecendo que temos uma grande transição demográfica em andamento no nosso país. Estamos preparando um conjunto de agenda e não há nenhuma definição da agenda do governo — afirmou.
O ministro afirmou que a agenda será negociada com a sociedade e com o Congresso. A próxima discussão se dará no Fórum Social do Trabalho, ainda sem data definida. Ele não quis dar detalhes sobre qual será a proposta básica do governo para que se dê o debate.
Nesta quinta-feira, o IBGE informou que a taxa de desemprego brasileira ficou pelo terceiro mês seguido em 7,6% em setembro, estável em relação a agosto. No entanto, para meses de setembro é o pior resultado desde 2009. O dado faz parte da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), que engloba seis regiões metropolitanas do país (Rio, São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Porto Alegre). Analistas previam alta da taxa de setembro para algo entre 7,8% e 8,1%.
A população desocupada foi estimada em 1,9 milhão de pessoas e não apresentou variação frente a agosto, mas cresceu 56,6% em relação a setembro de 2014, representando mais 670 mil pessoas em busca de trabalho.