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15/02/2016 - 03h53
Ministro dos Portos assina obra da Perimetral e faz combate ao aedes
Fonte: G1/Santos
Obras devem durar 30 meses e terão um gasto de R$ 72,4 milhões. Nova empresa irá auxiliar o combate ao mosquito no Porto de Santos.


O ministro chefe da secretaria de Portos, Helder Barbalho, assinou na manhã de sábado (13) a ordem de serviço para o início das obras da avenida Perimetral, no Porto de Santos, no litoral de São Paulo. Ele também conheceu e supervisionou as ações desenvolvidas para o combate do mosquito aedes aegypti na região portuária e distribuiu folhetos informativos dentro de um navio no Porto de Santos, além de orientar moradores pelas ruas da cidade.
As obras de readequação viária no Porto de Santos englobam a implantação da avenida Perimetral, que visa a adequação da avenida Mario Covas Junior e da avenida Ismael Coelho de Souza, entre o canal 4 (Macuco) e a Ponta da Praia. A avenida terá 3 km de extensão e dois viadutos. Ela irá substituir a atual via, por onde passam, ao mesmo tempo, trens e caminhões. O projeto ainda contempla a transferência de linhas férreas de acesso ao corredor de exportação, que hoje passam no meio de terminais.
A obra será dividida em três partes; a construção dos viadutos e pontilhões, remanejamento e revitalização da avenida e a readequação da atual avenida interna com a recolocação das linhas férreas. A obra custará R$ 72,4 milhões. O cronograma inicial prevê um prazo de 30 meses para a conclusão dos serviços.
"A previsão é que façamos com o menor impacto e problemas que possam decorrer da obra. São recursos da União repassados para a Codesp para fazer a execução das intervenções", explicou o Ministro, que garantiu que a crise econômica não irá afetar o andamento da obra, planejada pela Codesp e da SEP.
A intenção é que a obra elimine definitivamente o conflito rodoferroviário, promovendo maior agilidade no tráfego nos terminais da região, solucionando o gargalo no transporte de contêineres e granéis vegetais.
Combate ao aedes
Após a assinatura do contrato, o ministro conheceu as ações de combate ao mosquito aedes aegypti. O gerente de saúde e segurança da Codesp, Daniel Ragoneti de Moraes, explicou que há 29 armadilhas espalhadas em 22 pontos do Porto de Santos, além de sete outros pontos da área municipal que ficam próximas a região portuária.
"Ela imita um criadouro. Ela tem água e um atrativo para atrair a fêmea do mosquito. Os técnicos da prefeitura de santos fazem a avaliação dessa armadilha. Semanalmente eles passam o nível de infestação de cada armadilha para a Codesp", explicou ele.
Segundo ele, o Porto de Santos conta com 33 núcleos de prevenção ao mosquito, incluindo os arrendatários, que emitem relatórios mensais sobre o assunto, além da realização de mutirões e campanhas de educação ambiental.
A Codesp anunciou também que contratou uma empresa para auxiliar no combate ao mosquito na região portuária. “Ela possui 16 profissionais, sendo 12 agentes de campo que vão atuar tanto na margem direita como esquerda reforçando a vistoria diária, controle químico e monitoramento da dengue com as armadilhas. Vamos intensificar na margem esquerda”, falou Moraes.
Após a apresentação dos dados, o ministro visitou um pátio de contêineres no porto. Ele conheceu duas armadilhas que auxiliam no combate ao mosquito. Uma delas, da nova empresa contratada pela Codesp, fica dentro de um carro e é uma espécie de fumacê. Já a outra, que está sendo utilizada na região portuária, é um cilindro preto que atrai os mosquitos. O ministro abriu o cilindro e viu diversos mosquitos mortos. Segundo uma das agentes de combate ao mosquito, existiam três aedes aegypti naquela armadilha.
Em seguida, o ministro entregou panfletos informativos para os portuários e até subiu em um navio de carga que estava atracado no porto de Santos para conferir as ações preventivas e conversar com os trabalhadores.
“A nossa intenção não é apenas fazer isso no Porto de Santos, mas em todo o Brasil, na área portuária e na vizinhança. Que nós possamos estar monitorando, por meio das companhias docas, como também em cada porto privado. Queremos que todos cumpram o seu papel de colaboração, de cooperação para que não tenhamos no ambiente portuário nenhum foco de reprodução do mosquito. Isso é fundamental. Essa luta é de um país e o país inteiro precisa estar mobilizado para vencermos a guerra contra o mosquito”, falou o ministro.
Após sair da região portuária, Barbalho seguiu para a Praça da República, no Centro de Santos. Ele conversou com as pessoas sobre ações de combate ao mosquito. Por fim, conheceu as instalações da Pinacoteca Benedito Calixto, que fica na avenida da praia de Santos.