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03/01/2014 - 04h17

Modelo de portos estimula projetos

Fonte: O Estado de S. Paulo



O novo modelo do setor portuário criou um ambiente diferente daquele desenhado durante anos pelo governo federal. Com o fim da obrigatoriedade de ter carga própria para construir um terminal, os investidores privados estão desengavetando projetos antigos. Por outro lado, os planos de expansão e construção de novos espaços dentro dos portos públicos estão empacados.
 
Na avaliação do presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários (ABTP), Wilen Manteli, o modelo de contratação de mão de obra avulsa foi um dos retrocessos da nova lei - o governo ampliou a atuação dos avulsos nos portos públicos. Além disso, a manutenção do atual sistema de administração dos portos pelas Companhias Docas (estatais, que se tornaram reduto político de vários partidos) em nada contribui com o aumento da competitividade dos portos organizados.
 
Enquanto isso, há uma fila de projetos privados, fora dos portos públicos, esperando aprovação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). Hoje há 25 pedidos para construção ou ampliação de Terminais de Uso Privativos, os chamados TUPs, de pequeno, médio e grande portes. Na lista, o mais caro é o Terminal Ponta Negra, em Maricá, no Rio. O volume de investimentos é de R$ 5,4 bilhões. O terminal vai movimentar e armazenar óleo e derivados de petróleo.
 
"Apesar de o Brasil crescer 2% ao ano, há setores que crescem 10%, como o setor agrícola", afirma Otávio Castello Branco, sócio do Pátria Investimentos. Segundo ele, o setor portuário é uma área muito importante - especialmente para escoar a safra de grãos do centro-oeste. "Estamos olhando novos corredores, novas áreas."
 
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