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08/08/2013 - 03h39

Movimentação dos portos organizados cresce 0,8% no 1º trimestre

Fonte: Antaq
 
 
Os portos organizados apresentaram um crescimento de 0,8%, na movimentação de cargas, no 1º trimestre de 2013, em relação ao mesmo período do ano passado.  Já os terminais privados tiveram uma redução de 1,2% no período.  Apesar disso, os terminais privados mantêm-se como os principais responsáveis pela tonelagem de cargas movimentadas no Brasil com o total de 133 milhões de toneladas de carga bruta até março de 2013, enquanto os portos organizados movimentaram 71,3 milhões de toneladas de carga bruta.
 
Ao considerar as instalações portuárias brasileiras públicas e privadas, a movimentação de carga caiu 0,5% no 1º trimestre de 2013 em comparação com o mesmo período do ano anterior. Nos três primeiros meses de 2013, as instalações portuárias do país (portos públicos e terminais privados) movimentaram 204,7 milhões de toneladas, contra 205,7 milhões em igual período do ano passado.
 
Na análise por natureza da carga, a movimentação de granéis sólidos alcançou a marca de 120,2 milhões de toneladas brutas, representando um crescimento de 0,8% em relação ao mesmo período do ano anterior; a de granéis líquidos, 52,1 milhões de toneladas, valor 5,0% inferior ao montante movimentado no mesmo período de 2012; e a de carga geral (carga geral solta + carga geral conteinerizada), 32,4 milhões de toneladas, o que representou uma aumento de 2,3%.
 
A movimentação de contêineres, por sua vez, sofreu uma redução de 0,82% em relação ao 1º trimestre de 2012; foram movimentados no período 1,9 milhões de TEUs. Contudo, em termos de peso bruto, a movimentação de contêineres atingiu a marca de 20,9 milhões de toneladas; quantidade 3,52% superior à observada no mesmo período do ano anterior.

Os números fazem parte do Boletim Portuário do 1º primeiro trimestre de 2013, produzido pela ANTAQ,   e   estão  disponíveis  na   internet,   no   link   http://www.antaq.gov.br/Portal/pdf/Boletim
Portuario/BoletimPortuarioPrimeiroTrimestre2013.pdf
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Segundo o levantamento da Agência, a conjuntura econômica externa desfavorável e o baixo desempenho da economia nacional influenciaram a performance do setor portuário brasileiro no primeiro trimestre de 2013. “O crescimento de apenas 1,9% do PIB em relação ao mesmo trimestre de 2012 e o déficit de US$ 5,1 bilhões na balança comercial brasileira contribuíram, em grande medida, para a queda da movimentação portuária em cerca de 1 milhão de toneladas no período”, avaliou o gerente de Estudos e Desempenho Portuário da Agência, Fernando Serra.
 
No cenário externo – aponta o estudo – o destaque foi a desaceleração da economia chinesa, que caiu para 7,7% no primeiro trimestre de 2013, após bater 14,2% em 2007. A queda nos preços das commodities também influenciou a menor movimentação das instalações portuárias brasileiras no início deste ano, sendo observada uma redução de 5,45% do índice CRB - Commodity Research Bureau nos dois primeiros meses de 2013 em relação ao mesmo período de 2012.
 
Entre os principais grupos de mercadorias movimentadas, os que tiveram maior crescimento nos três primeiros meses de 2013 foram o milho (298,3%), o açúcar (63,5%) e fertilizantes (22,1%). Entre as variações negativas destacaram-se a soja (-25,4%), bauxita (-5,7%), combustíveis e óleos minerais (-5,1%) e minério de ferro (-2,2%).
 
Acompanhando a tendência do trimestre passado, o milho foi o grupo de mercadoria que apresentou a variação de crescimento mais expressiva. Por outro lado, a expressiva queda apresentada na movimentação de soja é atribuída pelos analistas à alta dos custos logísticos do país.
 
Instalações 
 
Embora os portos organizados tenham apresentado um melhor desempenho em termos da tonelagem movimentada, os terminais privados mantêm-se como os principais responsáveis pela tonelagem de cargas movimentadas no Brasil.
 
No primeiro trimestre de 2013, 65,1% da movimentação se deu por intermédio de terminais privados, enquanto que os outros 34,8% deveram-se a operações em portos organizados, “fato explicado pela forte participação do minério de ferro e de combustíveis, óleos minerais e outros derivados do petróleo na movimentação desses terminais”, aponta o gerente de Estudos e Desempenho Portuário da Agência.
 
No maior porto do país, Santos, os destaques no 1º trimestre de 2013 foram as movimentações de açúcar e milho, que apresentaram, respectivamente, crescimento de 118,2% e 769,4% em relação a igual período de 2012. Já os portos de Itaguaí e Paranaguá – segundo e terceiro no ranking de movimentação dos portos nacionais -, apresentaram queda na sua movimentação de, respectivamente, 22,3% e 0,2% em relação ao mesmo período de 2012. “No caso do Porto de Itaguaí, a queda deveu-se, em boa parte, à redução acentuada da movimentação de minério de ferro, em cerca de 3,3 milhões de toneladas”, explica Fernando Serra.
 
Navegação
 
A movimentação de cargas na navegação de longo curso foi responsável por 71,9% do total, no período; a navegação de cabotagem por 24,2%; e a navegação interior por 3,6%. Outros tipos de navegação (apoio portuário e marítimo) responderam com, aproximadamente, 0,3% do total.
 
Entre as modalidades de navegação a que apresentou o desempenho mais expressivo foi a navegação interior, com crescimento de 3,6%. As navegações de longo curso e cabotagem registraram queda no período de, respectivamente -0,3% e -1,9%. O estudo da ANTAQ credita “o menor dinamismo da navegação de longo curso ao cenário econômico internacional incerto e ao desaquecimento do mercado doméstico”.
 
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