Notícias

22/06/2015 - 05h45

Mulheres buscam seu espaço no alto escalão

Fonte: DCI
 
Estudo da Fundação Getulio Vargas mostra que presença feminina nos cargos mais elevados limita-se a 8%
 
A presença de mulheres em posições no alto escalão nas empresas já não é peça tão rara de se ver quanto décadas atrás. A verdade, porém, é que ainda há um longo caminho a percorrer para que elas consigam se equiparar aos homens nesse quesito.
 
Estudo produzido pelo Grupo de Pesquisas de Direito e Gênero da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo, mostra que a presença feminina nos altos cargos é de apenas 8%.
 
Os pesquisadores também constatam que esse percentual não sofreu sequer alteração nos últimos 15 anos.
 
Para reverter esse quadro, há várias soluções.
 
Uma delas, que suscita divergências, é a imposição de cotas de participação de mulheres nos conselhos administrativos.
 
A proposta, que já tomou forma em um projeto de lei - arquivado pela Comissão de Assuntos Econômicos, reservaria, até 2022, 40% das vagas em conselhos de administração de empresas para as mulheres.
 
Empresas modernas
 
Para a diretora da Weplace Talent, Viviane Gonzalez, com vasta experiência como Executive Search na região de Campinas, as empresas modernas se renderam à capacidade feminina e dificilmente dizem "não" a uma profissional que deseja um posto superior. "O segredo é saber aonde se quer chegar, buscar os resultados e negociar a posição. O que percebo é que muitas mulheres ainda não fazem uso do seu poder de comunicação, não falam abertamente sobre seus objetivos, seus planos, e, pior, não mostram suas possibilidades e condições", diz.
 
Ela exemplifica, ainda, que atualmente algumas posições são quase que exclusivamente formada por mulheres. "Já me pediram um candidato homem para uma determinada posição gerencial e não encontrei nenhum. Naquele segmento, as mulheres são esmagadora maioria" afirma.
 
A especialista revela, ainda, que principalmente em cargos mais altos, dificilmente são exigidos idade ou sexo do candidato.
 
Viviane concorda que falta estrutura institucional para conciliar a vida profissional e pessoal. "Em muitos casos, as mulheres vão até certo ponto e depois optam por não prosseguir na carreira porque não querem cortar os laços familiares. Elas evoluíram no mercado de trabalho e conquistaram novos espaços, mas o cuidado com as tarefas domésticas e filhos continua sendo delas e isso cota nenhuma pode resolver", avalia.
 
Segundo ela, a maternidade não atrapalha a mulher que consegue se organizar. Quando decide ter filhos, é necessário que programe suas prioridades, como por exemplo, se vai contratar uma babá ou colocar a criança na escola, se vai trabalhar aos fins de semana ou, ainda, como manter os momentos de lazer.
 
"A maternidade ajuda as executivas quando estas percebem como são eficazes ao conseguir conciliar as inúmeras demandas de sua vida, o que traz mais confiança", conclui.
 
Imprimir Indique Comente

« Voltar

Galeria de
Imagens

Ver todas