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06/09/2016 - 06h40
Na crise, desemprego atinge mais trabalhador com menor escolaridade
Fonte: Valor Econômico
Em ano de crise econômica, o desemprego atingiu mais as faixas de trabalhadores com menor escolaridade, aponta levantamento do Sindicato das Mantenedoras do Ensino Superior (Semesp).
Dados do “Mapa do Ensino Superior 2016”, divulgado nesta segunda-feira, indicam que a queda da empregabilidade, obtida a partir da análise do estoque de empregos em 2015 dos dados da Rais e do Caged, foi mais forte entre as faixas de trabalhadores que acumularam menos anos de estudo.
Em 2015, ano em que o número total de empregos formais caiu 3,3% em relação a 2014, (para 47,95 milhões), houve baixa de 5,9% para os empregados com ensino fundamental, que passaram de 5,36 milhões para 5,04 milhões. Para empregados com ensino médio completo, a queda foi de 2,1%. Já para os empregados com ensino superior, a retração foi bem menor, de 0,9%, de 9,68 milhões para 9,59 milhões de pessoas. “Quanto mais escolaridade, menor o desemprego”, afirmou Rodrigo Capelato, diretor executivo do Semesp.
Os dados mostram, na visão de Capelato, que a educação é estratégia importante de combate aos efeitos da crise, e precisa ganhar importância, e não perder, em tempos de recessão econômica. “Mesmo na crise, há um potencial e demanda enorme por serviços de educação no Brasil”, afirmou.
Quando se analisa o crescimento da renda, o maior aumento, 1,8% de 2013 pra 2014, foi registrado entre trabalhadores com até o quinto ano do ensino fundamental, de acordo com o levantamento do Semesp. Por outro lado, a remuneração média nos graus “superior completo e incompleto” registrou queda de 1,3% e 1,2%, respectivamente.