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20/08/2013 - 00h15

Na União Europeia, 10 milhões estão desempregados há mais de um ano

Fonte: G1

Mesmo com uma elevada taxa de desemprego de longa duração (para aqueles que procuram emprego há pelo menos um ano), o mercado de trabalho brasileiro se mostra mais favorável que os da União Europeia (UE) e dos Estados Unidos. Guardadas as diferenças de cobertura do seguro desemprego que, em geral, são mais extensos em países europeus, no Brasil, a taxa de desocupação de longa duração vive uma tendência declinante desde 2008. Na Europa, o movimento foi o inverso.
 
A crise financeira global fez o desemprego de longa duração subir de maneira mais forte entre 2008 e 2011. Em 2011, cerca de 43% de todos os desempregados na UE buscavam emprego há pelo menos um ano. Em 2008, correspondiam a 37%. Em números absolutos, desempregados por mais de um ano totalizavam cerca de 10 milhões, incluindo 3 milhões que estavam desempregados entre 12 e 17 meses; 1,6 milhão de 18 a 23 meses; 3,2 milhões de 24 a 47 meses e 1,9 milhão por mais de 48 meses.
 
As diferenças não param por aí. Enquanto no Brasil as mulheres são maioria entre aqueles que estão há mais tempo afastados do mercado, a crise fez aumentar a parcela de homens entre os desempregados de longa duração nos países da União Europeia. No entanto, ainda persistem as diferenças regionais. Em países como a Irlanda e o Reino Unido, os homens são maioria entre os desempregados de longa duração. Por outro lado, na Grécia, os percentuais de mulheres são mais elevados.
 
Nos Estados Unidos, trabalhadores que eram considerados com desemprego de longa duração, ou por no mínimo 27 semanas (cerca de sete meses), correspondiam a 4,2 milhões de pessoas em julho, pelos dados do Departamento de Trabalho. Eles representavam 37% dos desempregados. O contingente de desempregados nessa condição caiu em 921 mil em um ano.
 
— Nossa situação no mercado de trabalho é invejável internacionalmente, considerando que houve aumento do emprego e dos salários — afirma Anselmo Santos, professor do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), na Unicamp.
 
Para Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Ibre/FGV, apesar da melhora dos últimos anos, as empresas brasileiras têm disponibilidade de trabalhadores menos qualificados.

— É uma sinalização que o mercado brasileiro funcionou bem, mas que agora o trabalhador disponível é de pior qualidade.
 
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