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31/07/2017 - 06h49

Ninguém quer investir num país com presidente denunciado por corrupção

Fonte: Brasil 247 
 
Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, diz que o tarifaço sobre os combustíveis, mesmo após a aprovação da PEC do fim do mundo, é um reflexo da desconfiança internacional a um país governado por um presidente denunciado por corrupção; "O Temer está aumentando imposto porque ninguém quer investir no Brasil com um presidente denunciado, que não tem representatividade", afirmou


 
Cerca de 6 meses depois da aprovação da PEC dos Gastos, também conhecida como "PEC do fim do mundo" -a proposta de Emenda Constitucional que limitou os gastos públicos nos próximos 20 anos – o governo aumentou o PIS-Cofins sobre a gasolina e o diesel, o que, na bomba dos postos de combustíveis, vai aumentar o preço em cerca de quarenta a sessenta centavos.
 
Um detalhe desse aumento é que ele representa uma quebra de promessa de Temer e sua equipe econômica. No ano passado, quando a PEC dos Gastos estava em tramitação no Congresso, o projeto foi extremamente criticado por retirar investimentos de áreas como educação e saúde. Para aprová-lo, Temer prometeu que, após a instituição do teto, não aumentaria os impostos.
 
Para o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, esse aumento, mesmo após a aprovação da PEC do fim do mundo, é um reflexo da desconfiança internacional a um país governado por um presidente denunciado por corrupção. Temer é o primeiro presidente da história do país a ser denunciado em pleno exercício do mandato.
 
"O Temer está aumentando imposto porque ninguém quer investir no Brasil com um presidente denunciado, que não tem representatividade", afirmou.
 
Mesmo com a redução dos gastos instituída pela PEC e com o aumento de impostos, a economia não voltou a crescer. De janeiro a maio, a arrecadação caiu 3,3% na comparação com 2016. Já os gastos, foram reduzidos em 1,1%, sendo que os investimentos desabaram 48%.
 
Entre os efeitos da queda da arrecadação, está a suspensão da emissão de passaportes, pela Polícia Federal, ou ainda a suspensão das ações de fiscalização do trabalho escravo e infantil pelo Ministério do Trabalho.
 
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