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20/09/2013 - 03h05

Nova reunião entre Portuários e Embraport acontece na manhã desta sexta

Fonte: AssCom Sind. Estivadores / Denise Campos De Giulio

 
Estivadores e representantes da Embraport se reuniram na tarde desta quinta-feira (19), na sede do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (SOPESP), em Santos, em busca de um acordo sobre a contratação de mão de obra para o terminal. Porém, segundo representates da categoria, o impasse continua. Com isso, uma nova reunião foi marcada para a manhã desta sexta-feira (20), a partir das 8h30.
 
De acordo com o presidente dos estivadores, Rodnei Oliveira da Silva, serão convocados estivadores para uma manifestação em fentre ao terminal, no Guarujá, a partir das 14h desta sexta-feira (20). Acategoria acusa a direção da empresa de descumprir o acordo firmado durante a reunião realizada nesta terça-feira, na sede do Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília.
 
O encontro, que contou com a participação de representantes do Sindicato dos Operários (Sintraport), foi intermediado pelos representantes do Governo, José Lopez Feijoó, assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República, e Manoel Messias, secretário de Relações do Trabalho do MTE.
 
Autoridades, sindicalistas e negociadores da Embraport estabeleceram a data de 8 de outubro para uma nova rodada de negociações, no mesmo local. "A empresa está adotando uma medida unilateral e os trabalhadores vão responder à altura se o navio começar a operar", disse o presidente dos estivadores, Rodnei Oliveira da Silva.
 
O dirigente acusa os responsáveis pelo terminal de não considerarem os termos da ata lavrada na reunião. "Além da quebra de palavra e da confiança, a atitude representa uma afronta aos portuários e principalmente um grande desrespeito com o próprio Governo, que designou duas importantes autoridades para mediarem às negociações".
 
Dando cumprimento ao que ficou estabelecido, no Planalto, os estivadores encaminharam uma nova contraproposta para a Embraport na tarde desta quarta-feira. "Durante esses 45 dias de negociações estivemos trabalhando pelo método tradicional sem nenhum problema, gerando lucros para a empresa e isso nos foi útil para pensarmos em novas perspectivas para a parceria". O estudo, segundo Rodnei, prevê a redução de custos operacionais através de um novo modelo de utilização da categoria pelo sistema avulso nos próximos dois anos.
 
Embraport
 
A Embraport informa que, nos últimos 47 dias, aceitou trabalhar com trabalhadores portuários avulsos na busca de uma solução negociada para definir as condições do vínculo empregatício com os sindicatos.
 
A empresa sugeriu a criação de um fundo social no valor de R$ 2,5 milhões para os trabalhadores avulsos e enviou uma proposta de emprego com base na Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), como determina a nova Lei dos Portos, com salário mensal de R$ 3.200,00 para estivadores e R$ 1.800,00 para a capatazia. Além da remuneração mensal e dos benefícios legais conhecidos (férias com adicional de 1/3, 13º salário e FGTS), a proposta oferece também vale alimentação/cesta básica de R$ 350,00, refeição no local, seguro de vida, plano de participação nos resultados e assistência odontológica, médica e hospitalar extensiva aos familiares.
 
A Embraport demonstra flexibilidade nas negociações, e reafirma o seu comprometimento com o desenvolvimento e a geração de emprego e renda na região de Santos. A empresa permanece aberta ao diálogo e determinada a assegurar aos trabalhadores portuários e às suas famílias as garantias trabalhistas legais previstas na CLT.
 
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