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19/03/2013 - 02h29
Novo ministro do Trabalho admite assumir pasta esvaziada
Fonte: UOL

Escolhido para assumir o Ministério do Trabalho, Manoel Dias (PDT), admite que vai ocupar uma pasta que vem perdendo importância na Esplanada.
Entre as mudanças que atingiram a pasta nos últimos meses está a transferência do Pronatec (Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego) da Secretaria de Políticas Públicas de Emprego para o Ministério da Educação.
"Está esvaziada. Isso já discutimos com o próprio governo e há desejos de se recuperar esse espaço. Vai depender da competência do ministro", disse Dias, na noite de sexta-feira (15) logo após encontro com a presidente Dilma no Palácio do Planalto.
A posse está marcada para hoje às 10h, em Brasília.
Na reunião com Dilma, Dias disse que o nome de Brizola Neto não foi mencionado nem a presidente justificou os motivos da troca. O novo ministro, no entanto, alegou que Brizola Neto não conseguiu um diálogo com integrantes da cúpula do PDT e do Congresso.
"Foram as divergências que podiam ser evitadas, administradas. Mas exacerbaram os ânimos e isso criou constrangimento e dificuldade", afirmou.
As eleições de 2014 também não teriam sido alvo de discussão entre ele e a presidente.
Dilma teria dado "total liberdade" para o pedetista montar sua própria equipe. As mudanças devem começar pela Secretaria Executiva da pasta e pela indicação de um novo chefe de gabinete.
"Certamente são cargos de confiança e que têm que ser mexidos", afirmou. Sobre o futuro do ex-ministro no PDT, Dias foi evasivo: "Ele tem sua história. Ainda é jovem".
O novo ministro admitiu ainda que a proximidade com o presidente do partido, Carlos Lupi, poderá ter influência no dia a dia da pasta.
"Claro que vai como presidente do partido. Sou ministro do partido, não estou lá pelos meus méritos pessoais, mas pelo partido a quem devo obediência", disse. "Mas não sou sombra do Lupi, sou amigo do Lupi. E cabe a mim mostrar que eu sou comprometido com o partido e não com pessoas", acrescentou.

