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02/04/2014 - 00h17

Novo movimento em defesa dos portos

Fonte: Jornal do Comércio / RS



O industrial gaúcho Jorge Gerdau Johannpeter, presidente do Conselho do Grupo Gerdau, que, no início dos anos de 1990, liderou, em companhia de outros grandes empresários brasileiros, a União Empresarial, que lutou pela aprovação da nova Lei dos Portos e pela modernização do sistema portuário brasileiro, aceitou liderar novo movimento, semelhante, para garantir a liberdade de empreender, contratar e operar os portos, garantindo, assim, os investimentos privados necessários para sua recuperação e crescimento. Gerdau deu o sim durante o jantar de comemoração dos 25 anos da Associação Brasileira de Terminais Portuários, dia 27, no Iate Clube, no Rio de Janeiro, quando fez um discurso emocionado e empolgado sobre a questão portuária. A ABTP, presidida por Wilen Manteli, nasceu em consequência do movimento dos anos de 1990 e reuniu importadores, exportadores e operadores portuários em seu aniversário, com a presença, também, do ministro da secretaria dos Portos, Antonio Henrique Pinheiro Silveira, que pregou “uma participação democrática em busca do entendimento para a melhoria dos portos”. Ao aceitar a missão, Gerdau foi muito aplaudido.
 
Elogio
 
“Tenho pavor de trabalhar com não-profissionais. O senhor é um profissional.” A frase, de Jorge Gerdau Johannpeter, foi dirigida ao ministro Antonio Henrique Pinheiro Silveira, durante discurso no jantar da ABTP. Quando a apresentadora leu o currículo de Gerdau e mencionou que ele era do Conselho de Administração da Petrobras, ele fez um gesto de contrariedade, como se não tivesse gostado da citação.
 
Infeliz
 
Em seu pronunciamento, o ministro dos Portos afirmou: “Eu não estou feliz!”. Sem entrar em detalhes, deu a entender que encontra dificuldades para levar adiante os trabalhos de modernização que os portos brasileiros necessitam.
 
Bilhão de toneladas
 
Ao fazer a retrospectiva da luta pela aprovação da Lei dos Portos, em 1993, Wilen Manteli, presidente da Associação Brasileira de Terminais Portuários, afirmou que, apesar de não ter sido plenamente implementada, ela “garantiu melhorias consideráveis no setor e levou o País a se aproximar da movimentação de 1 bilhão de toneladas em exportação e importação”. Ele acredita que, com a retomada da coalização empresarial, serão conquistadas novas medidas que permitam a formatação de um sistema melhor de logística portuária. “O setor empresarial tem condições de atender às demandas de importação e exportação, desde que nos permitam criar condições modernas de operação em nossos portos”, concluiu.
 
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