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15/08/2013 - 05h35

Novo terminal começa a operar no Porto de Santos, SP

Fonte: G1 / Santos
 
 
Um novo terminal começou a operar no Porto de Santos, no litoral de São Paulo, nesta quarta-feira (14). Com o novo equipamento, a capacidade de movimentação de cargas no cais santista pode aumentar em quase 40%. O primeiro navio a operar chegou no final da tarde e desembarcou 81 contêineres.
 
O mau tempo levou a Capitania dos Portos a proibir a navegação no canal do Porto durante toda a manhã. Por isso, a primeira embarcação a atracar no novo terminal chegou com um atraso de nove horas. O MSC Challenger desembarcou 81 contêineres e embarcou outros 220.
 
O novo equipamento do Brasil Terminal Portuário (BTP) deve operar parcialmente por algum tempo. “A instalação já está construída para a sua capacidade final. A inicial, parcial, se deve à questão da dragagem do canal principal, de responsabilidade da Secretaria Especial de Portos (SEP); e do acesso aos berços. Tanto a SEP como a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) indicam que elas estarão concluídas em outubro deste ano", explica o presidente do BTP Henry Robinson.
 
O novo terminal tem 500 funcionários, até o fim do ano deve contratar mais 240 e gerar 6.500 empregos indiretos. Assim que estiver operando totalmente, o equipamento poderá movimentar por ano até um milhão e duzentos mil contêineres. Isso representa um aumento de quase 40% na capacidade do Porto de Santos. "O crescimento esperado, de exportação e importação, se deve não só às cargas que já são tradicionais no contêiner, mas também ao desvio de outras mercadorias que não eram operadas em contêiner, e agora a gente vê essa migração”, diz Henry Robinson.
 
Para não causar filas no Porto, nem sobrecarregar os pátios reguladores, foi construído um estacionamento exclusivo para caminhões, com 90 vagas. O terminal também resolveu um problema antigo, a área de 490 mil metros quadrados onde está instalado era a do antigo lixão da Codesp. O trabalho de recuperação do solo demorou dois anos e meio. A licença de operação do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) saiu no mês passado. Por segurança, a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cestesb) vai monitorar o subsolo por mais dois anos.
 
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