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03/02/2015 - 16h23
Número de trabalhadores formais avança quase 60% em 12 anos
Fonte: O Globo
Crescimento foi maior que da população ocupada em geral, que subiu 24,7% entre 2003 e 2014

Crescimento foi maior que da população ocupada em geral, que subiu 24,7% entre 2003 e 2014

O número de trabalhadores formais, com carteira assinada, avançou 59,6% entre 2003 e 2014 nas seis regiões metropolitanas pesquisadas pelo IBGE (Rio, São Paulo, Recife, Salvador, Belo Horizonte e Porto Alegre), passando de 7,349 milhões para 11,731 milhões de pessoas. O ritmo de alta foi bem mais intenso que o da população ocupada em geral, que subiu 24,7%, de 18,520 milhões para 23,087 milhões de pessoas no mesmo período. O movimento confirma a tendência de formalização do mercado de trabalho brasileiro nos últimos anos. A carteira assinada garante o acesso a direitos trabalhistas e é sinal de um trabalho com mais renda e qualidade.
Em 2003, primeiro ano do governo Lula, 39,7% dos trabalhadores do setor privado tinham carteira assinada, fatia que subiu para 50,8% em 2014, último ano do primeiro mandato do governo Dilma Rousseff. Foi só em 2013 que os trabalhadores formais passaram a ser maioria, com uma participação de 50,3%.
O maior avanço ocorreu em segmentos com muito trabalho informal, como em construção civil e serviços domésticos. Na construção civil, a fatia dos trabalhadores com carteira assinada subiu de 25,5% em 2003 para 40,9% em 2014. Em serviços domésticos, a participação passou de 35,3% para 42,2%, considerando a mesma base de comparação.
RITMO DE AUMENTO REDUZ EM 2014
Se o período de 12 anos registrou forte avanço da formalização no mercado de trabalho, o ritmo de crescimento do número de trabalhadores formais caiu em 2014. No ano passado, houve aumento de 0,9%, frente a taxas de 3% em 2013, 3,7% em 2012 e 6,8% em 2011.
— Os trabalhadores com carteira assinada continuam aumentando, ainda que o ritmo seja mais discreto — aponta a técnica da Coordenação de Trabalho do IBGE, Adriana Araujo Beringy.
Números do Ministério do Trabalho mostram que o país gerou menos de 400 mil vagas de trabalho com carteira assinada no último ano, o menor patamar desde 2003.
Balanço divulgado pelo IBGE mostra ainda que o rendimento médio real dos trabalhadores brasileiros deu um salto de 33,1% entre 2003 e 2014, ou o equivalente a R$ 522,85. A renda era de R$ 1.581,31 em 203 e passou a R$ 2.104,16 em 2014. Os empregados domésticos registraram aumento ainda mais expressivo na renda neste período, de 69,9%, a maior taxa de expansão entre as diferentes atividades.
O IBGE divulgou que a taxa de desemprego ficou em 4,8% em 2014, ante 5,4% em 2013, o menor nível desde 2003, ano em que o instituto passou a divulgar os dados.