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22/01/2015 - 01h19
Obra é esperada há mais de 70 anos
Fonte: Valor Econômico

A ligação seca entre Santos e Guarujá é um projeto aguardado há quase 70 anos na região. A estimativa é que, se tudo correr normalmente, as obras comecem em março. Inicialmente, o túnel terá tráfego de 18 mil veículos por dia. Hoje, esse contingente usa essencialmente a travessia de balsa entre os dois municípios.

A ligação seca entre Santos e Guarujá é um projeto aguardado há quase 70 anos na região. A estimativa é que, se tudo correr normalmente, as obras comecem em março. Inicialmente, o túnel terá tráfego de 18 mil veículos por dia. Hoje, esse contingente usa essencialmente a travessia de balsa entre os dois municípios.
É uma obra de mobilidade urbana, mas deve atrair as carretas que fazem o transporte de cargas entre as duas margens do porto de Santos e que não mais precisarão utilizar a rodovia Cônego Domênico Rangoni (antiga Piaçaguera-Guarujá).
Em Santos, a população teme que os caminhões que seguem de São Paulo para Guarujá (e vice-versa) passem a entrar na malha urbana para acessar o túnel em vez de usar a rodovia, provocando congestionamentos. O presidente da Dersa, Laurence Casagrande Lourenço, não crê que isso ocorra. "A premissa é que para isso o túnel seja tarifado na mesma medida que a rodovia. Se for mais baixo, isso de fato vai acontecer", afirma. O pedágio na rodovia custa R$ 10,40.
A meta do governo estadual é que na inauguração do túnel o empreendimento já esteja concedido à iniciativa privada. Para tanto, a estimativa é que a licitação seja lançada em 2017.
O valor global do projeto (obras, gerenciamento, compensações, desapropriação e reassentamento) é R$ 2,8 bilhões. O túnel terá 762 metros, com três faixas de rolagem, sendo uma exclusiva para ônibus e duas para carros e motos. Também haverá área para pedestres e passagem para o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT).
A Dersa negocia com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) formas de reduzir os impactos ao tráfego de navios durante a obra.