Notícias
11/04/2019 - 03h13
Ogmo é pauta de encontro entre Sindogeesp e deputada Rosana Valle
Fonte: AssCom Sindogeesp / Denise Campos de Giulio

"Ao que me parece estão criando mecanismos para encarecer cada vez mais as atribuições e serviços prestados pelo Órgão Gestor de Mão de Obra de Santos (Ogmo-Santos), com o objetivo de inviabilizar de forma notadamente deliberada e gradativa o trabalho avulso no Porto de Santos." A afirmação foi feita pelo presidente do Sindicato dos Operadores de Guindastes e Empilhadeiras do Porto de Santos (Sindogeesp), Paulo Antônio da Rocha, durante a reunião das entidades sindicais portuárias com a deputada federal Rosana Valle (PSB).
Realizado na última sexta-feira (5) no auditório do Sindicato dos Empregados na Administração Portuária (Sindaport), o encontro teve como pauta a regionalização e a Frente Parlamentar Mista do Porto de Santos, criada por iniciativa da deputada, o Portus - Instituto de Seguridade dos empregados das administradoras estatais portuárias, a atuação do Órgão Gestor de Mão de Obra (Ogmo) local, o encerramento das atividades da Libra Terminais, além das demandas dos trabalhadores portuários, entre outros assuntos.
Ao fazer uso da palavra, o mandatário do Sindogeesp manifestou sua preocupação com o futuro da centenária modalidade laboral utilizada nas atividades portuárias. "As mudanças na cobrança das taxas e outras tarifas sobre a movimentação de mão de obra, o chamado MMO, fornecida pelo Ogmo através do método avulso, estão se tornando inviáveis para determinados segmentos dos operadores portuários e, por outro lado, significativamente vantajosas para outros que preferem a vinculação dos trabalhadores registrados e cadastrados na entidade."
Segundo Paulo, as alterações no sistema de custeio recém-aprovadas pelo Ogmo irão afetar negativamente as receitas dos sindicatos representativos. "Com a nova metodologia e o consequente aumento do ônus devido aos operadores portuários que optam pelo uso do trabalhador avulso, as câmaras setoriais ligadas ao Sindicato dos Operadores Portuários (Sopesp), que dão as cartas dentro do Ogmo de Santos, deixaram flagrante o direcionamento e o fomento pela contratação dos portuários via CLT, e isso não é bom para a saúde financeira dos sindicatos considerando que a arrecadação maior é gerada pelo labor avulso e não vinculado", explicou.
Na avaliação do líder máximo dos operadores de guindastes e empilhadeiras, o encarecimento do sistema avulso está sendo articulado pela classe patronal dominante. "Diante de um novo cenário no qual o labor avulso pode se configurar em determinadas fainas economicamente inviável é natural que a opção dos operadores portuários menos favorecidos será pela vinculação dos trabalhadores e até mesmo no encerramento de suas atividades, caso não seja exequível a contratação à vínculo empregatício."
O desequilíbrio na oferta da mão de obra também preocupa o dirigente. "Nos acordos coletivos de trabalho que mantemos, pautamos como prioridade nos processos negociais a distribuição equânime dos nossos representados, justamente para que possamos atender aos interesses das empresas tomadoras de serviços, bem como do sindicato e, sobretudo, para mantermos equivalência e harmonia no mercado de trabalho da categoria, com oportunidades iguais para todos." Entre avulsos e vinculados o Sindogeesp representa cerca de 450 trabalhadores portuários.
Demonstrando extremo interesse e preocupação, a deputada Rosana Valle ouviu atentamente a manifestação do sindicalista e reiterou sua disposição em continuar cerrando fileira ao lado dos portuários no sentido de colaborar na busca de soluções para os problemas enfrentados pelos profissionais do Sindogeesp e demais categorias.
Filha de estivador, a jovem parlamentar vem atuando fortemente na Câmara dos Deputados em defesa dos interesses do Porto de Santos, trabalhadores, empresários e demais agentes que interagem direta e indiretamente com o complexo santista.
Titular da Comissão de Viação e Transportes, em pouco mais de três meses de mandato já se tornou figura recorrente pelos corredores do Ministério da Infraestrutura e outras pastas que compõem o primeiro escalão do Governo Bolsonaro.
Além do sindicato anfitrião, marcaram presença dirigentes dos sindicatos: Conferentes de Carga, Descarga e Capatazia; Consertadores; Operários Portuários; Estivadores; e Trabalhadores de Bloco. A reunião também contou com a participação de representantes das prefeituras de Santos e Guarujá.
Confira as fotos do encontro
Confira as fotos do encontro






Área Restrita