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02/12/2019 - 03h31
País do bico
Fonte: CUT
País bate recorde de informalidade e desemprego atinge 12,4 milhões de brasileiros
Taxa de desemprego entre agosto e outubro registrou leve recuo de -0,2 pontos percentuais puxada por contratações de trabalhadores sem carteira e por conta própria, ou seja sem direitos


Com mais um recorde no avanço da informalidade, a taxa de desemprego registrou leve queda no trimestre móvel encerrado em outubro, mas ainda atinge 12,4 milhões de trabalhadores e trabalhadoras.
De acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad/Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na última sexta-feira (29), a taxa de desemprego caiu 0,2% ponto percentual entre agosto e outubro e ficou em 11,6%. No trimestre encerrado em junho a taxa foi de 11,8%.
O trabalho sem carteira assinada e por conta própria bateram novo recorde entre agosto e outubro, segundo o IBGE. O número de trabalhadores sem carteira de trabalho assinada contratado pelo setor privado subiu, em 2019, para 11,9 milhões, ou 2,4% (mais 280 mil pessoas) sem direitos. Outros 4.565 domésticos também não têm carteira assinada.
Já o total dos que trabalham por conta própria, subiu para 24,4 milhões de pessoas, o que representa uma alta de 3,9% (mais 913 mil pessoas) em relação ao mesmo período de 2018.
O número de empregados com carteira de trabalho assinada ficou estável em relação ao trimestre anterior e na comparação anual e somou 33,2 milhões de trabalhadores.
A taxa de subutilização da força de trabalho caiu, puxada pelo aumento da jornada de trabalho dos informais e pela redução do contingente dos que trabalham menos de 40 horas semanais – subocupados por insuficiência de horas trabalhadas - de 24,6% no trimestre móvel anterior para 23,8%, mas ainda atinge 27,1 milhões de trabalhadores e trabalhadoras.
De acordo com a analista da pesquisa do IBGE Adriana Beringuy, a redução da taxa de subutilização da força de trabalho está relacionada “a um maior número de pessoas trabalhando mais horas, o que diminui o contingente de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas”, ou seja, aqueles que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam e estavam disponíveis para trabalhar mais.
O número de subocupados diminuiu 4,5% em relação ao trimestre anterior, com uma redução de 332 mil pessoas, atingindo 7 milhões de trabalhadores.
O número de desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego) também recuou, para 4,6 milhões, com queda de 4,5% (menos 217 mil pessoas) em relação ao trimestre móvel anterior, mas estatisticamente estável frente ao mesmo trimestre de 2018.
Confira alguns números do trimestre encerrado em outubro da Pnad
| Taxa de desemprego | 11,6% |
| Total de desempregados |
12,4 milhões de pessoas
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| Taxa de subutilização | 23,8% |
| Total de subutilizados | 27,1 milhões |
| Desalentados |
4,6 milhões
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| Sem carteira | 11,9 milhões |
| Por conta própria | 24,4 milhões |






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