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05/12/2016 - 04h06

Para 69% dos brasileiros, obras podem impulsionar geração de empregos

Fonte: Valor Econômico
 
Apenas 2% dos brasileiros acreditam que o governo deveria eleger a infraestrutura como área prioritária. Contudo, 81% concordam que o país precisa de investimentos em infraestrutura para se desenvolver, assim como para 69% obras de infraestrutura incentivam a geração de emprego no país. É o que mostra a pesquisa "Investimentos pela lógica do cidadão", encomendada pelo Valor ao Instituto de Pesquisas Locomotiva.
 
Ainda de acordo com o levantamento, 52% dos entrevistados acham que as condições atuais de infraestrutura no Brasil atrapalham o crescimento do país. Quando se trata de qualidade, a grande maioria (69%) tem avaliação ruim ou péssima, com destaque para rodovias e estradas. Só 9% avaliam esse item como ótimo ou bom.
 
Para 75% dos consultados, a infraestrutura do país precisa de muitos investimentos. Depois de rodovias, o segmento com mais necessidade de investimentos é energia elétrica, com 52% das respostas, seguido por ferrovias (52%), portos (41%), petróleo e gás (40%), mineração (38%) e aeroportos (32%).
 
Renato Meirelles, presidente do instituto de pesquisa, destacou que a população sabe que a situação fiscal é ruim e, por isso, há poucos recursos para obras. Entre os pesquisados, 64% acreditam que o governo tem muitas dívidas e 44%, que não há dinheiro público para investir em infraestrutura. Por isso, 68% concordam que o governo e o setor privado precisam unir forças para o país voltar a crescer. Segundo Meirelles, nesse contexto, as Parcerias Público Privadas (PPP) têm maior aceitação do que privatizações e concessões.
 
A pesquisa mostrou ainda que 95% dos brasileiros acreditam que o país está em crise, dos quais 56% consideram a situação muito grave. "Há uma sensação de que o desemprego está mais próximo, o que leva as pessoas a gastar menos. Pelo menos três quartos dos brasileiros conhecem alguém que perdeu o emprego no ultimo ano", afirma.
 
Dos entrevistados, 49% não estão satisfeitos com sua vida pessoal, uma queda relevante em relação à pesquisa anterior (76%). Em relação à renda, 23% estão satisfeitos. Na visão de Meirelles, a insatisfação do brasileiro está vinculada à sua capacidade de consumo.
 
Ainda segundo a pesquisa, que ouviu 1.157 pessoas acima de 16 anos em todo o país entre 11 e 16 de novembro, 73% julgam fundamental melhorar a qualidade do serviços públicos. Saúde (84%), educação (67%) e segurança (61%) são apontadas como prioridades.
 
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